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Menino suspeito por chacina de PMs ligou dez vezes para mesma pessoa

Do UOL, em São Paulo

04/09/2013 21h07Atualizada em 04/09/2013 21h08

Um laudo com registros telefônicos revela que, antes de morrer, Marcelo Pesseghini, 13, ligou dez vezes para uma mesma pessoa. A informação foi revelada nesta quarta-feira (4) pelo jornal "SBT Brasil". O menino é apontado como responsável pelas mortes dos seus pais, da avó e da tia-avó na zona norte de São Paulo.

Uma análise feita nas chamadas de cinco celulares e do telefone fixo da família mostrou que o menino ligou dez vezes para um mesmo número no dia das mortes. Nenhuma chamada foi completada. A polícia quer saber de quem é esse telefone.

Também nesta quarta, a Polícia Civil confirmou que uma das provas anexadas ao inquérito é uma carta que teria sido escrita pelo estudante. Nela, o menino relata que "o melhor dia" de sua vida foi quando ele aprendeu a atirar.

Segundo a Polícia Civil, laudos dos Institutos de Criminalística e Médico Legal apontam que o garoto foi o responsável pela chacina. A polícia defende a tese de que Marcelo matou os parentes na madrugada de domingo (4) para segunda-feira, no começo do mês passado, foi à escola, e, ao voltar para casa, cometeu suicídio.

Morreram na chacina o pai do estudante, o sargento da Rota (tropa de elite da Polícia Militar) Luís Marcelo Pesseghini, a mãe, a cabo da PM Andréia Bovo Pesseghini, a avó, Benedita Bovo, 65, e a tia-avó, Bernadete Bovo, 55.

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