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PF utilizou drone para investigar chefe do tráfico do Complexo da Maré

Drone israelense é capaz de voar 37 horas ininterruptas, cobrindo uma área de mais de mil quilômetros quadrados. O aparelho pode fotografar e filmar pessoas ou objetos no solo de uma altura de até 10 km - Divulgação/Polícia Federal
Drone israelense é capaz de voar 37 horas ininterruptas, cobrindo uma área de mais de mil quilômetros quadrados. O aparelho pode fotografar e filmar pessoas ou objetos no solo de uma altura de até 10 km Imagem: Divulgação/Polícia Federal

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

27/03/2014 11h19Atualizada em 27/03/2014 17h41

O superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Roberto Cordeiro, afirmou nesta quinta-feira (27) que foram utilizadas várias técnicas de investigação na captura de Marcelo Santos das Dores, o "Menor P", apontado como chefe do tráfico de drogas no Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense. Para monitorar a movimentação do criminoso, os agentes contaram com o auxílio de um drone --veículo aéreo não tripulado.

"Ele é um traficante muito evasivo. Basicamente, esse equipamento é um avião que sobrevoava o local em uma altura que capacitava o registro de imagens dos trajetos e da movimentação do alvo", disse.

Vídeo divulgado pela PF mostra momento da prisão de Menor P

A Polícia Federal informou que Menor P foi preso em uma cobertura de um prédio de classe média alta em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, por volta das 20h de quarta-feira. "Não seria um apartamento para pessoa de baixa renda", explicou Cordeiro. "Talvez fosse um local estratégico para ele, pois permite a saída do Complexo da Maré por vias rápidas."

O chefe do tráfico no conjunto de favelas da Maré estava sendo investigado há aproximadamente um ano, mas as ações foram intensificadas após o anúncio de colaboração do governo federal para a ocupação do local. A Polícia Federal já havia feito ações para prendê-lo, mas Menor P conseguiu fugir de todos os cercos. Ao ser localizado e receber voz de prisão, o criminoso não ofereceu resistência, informou o superintendente da PF.

"Ele foi encontrado sozinho nesse local e não resistiu. Durante a maior parte do tempo, ele ficou calado. Mas, em alguns momentos, ele admitiu que é traficante e que gerencia uma das facções mais importantes do tráfico de drogas", declarou Cordeiro.

Menor P foi transferido para o presídio Bangu 1, no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. A Polícia Federal adiantou que pedirá à Justiça Federal, ainda sem prazo definido, a transferência do criminoso para uma penitenciária de segurança máxima fora do Rio de Janeiro.

Cordeiro afirmou ainda que a prisão de Menor P é uma etapa importante do processo de ocupação do Complexo da Maré. "Ele admitiu ser o comandante da área, e é claro que a não presença dele no local vai auxiliar nesse trabalho de ocupação das comunidades", disse.

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