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Com greve da PM, 3ª maior cidade baiana tem morte e assaltos

Funcionários descansam em uma faculdade particular em Vitória da Conquista, na Bahia, que ficou sem aula por cauda da greve da PM - Mário Bittencourt/UOL
Funcionários descansam em uma faculdade particular em Vitória da Conquista, na Bahia, que ficou sem aula por cauda da greve da PM Imagem: Mário Bittencourt/UOL

Mário Bittencourt

Do UOL, em Vitória da Conquista (BA)

16/04/2014 15h37Atualizada em 16/04/2014 17h32

Desde que foi decretada a greve da Polícia Militar, nesta terça-feira (15), os criminosos têm intensificado as ações em Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador, onde já ocorreram quatro assaltos e um homicídio entre a terça e a quarta.

O crime mais recente foi o assalto, na manhã desta quarta-feira, a uma casa lotérica no bairro Urbis V, onde o dono do estabelecimento foi rendido por dois homens armados. A quantia roubada não foi divulgada.

Na noite desta terça, um homem de 21 anos foi morto com pelo menos cinco tiros no bairro Urbis VI. O crime ainda não está sendo investigado, pois a Polícia Civil da Bahia realiza uma paralisação de 24h nesta quarta.

Os outros assaltos ocorreram em pontos diferentes da cidade, em estabelecimentos comerciais. Os ladrões levaram objetos pessoais e quantias não relevadas de dinheiro dos estabelecimentos e de clientes.

Clima de medo

Em Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, com 337 mil habitantes, faculdades particulares e uma universidade estadual suspenderam as atividades por conta da greve dos policiais.

Na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia chegou a haver um princípio de confusão por causa do adiamento da votação para reitor, programado para a quarta.

Ao menos duas unidades bancárias também deixaram de funcionar. A orientação do Sindicato dos Bancários é que todas as agências parem de funcionar até o fim da greve.

“Deveria para logo é tudo, o comércio também. Com essa greve, os ladrões vão começar a fazer arrastões”, teme a comerciária Ivone Teles de Oliveira, 27, que trabalha numa loja de celular.

A Câmara de Dirigentes Lojistas informou que o comércio funcionará normalmente, mas recomendou que “lojistas e empresas em geral reforcem a segurança de suas lojas”.

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