Estudante de Jaú (SP) paga por celular na "Black Friday", mas recebe tijolo

Wagner Carvalho

Colaboração para o UOL, em Bauru (SP)

  • Ana Navarro/Arquivo pessoal

    Era para ser um celular, mas no pacote só tinha um tijolo

    Era para ser um celular, mas no pacote só tinha um tijolo

"Foi uma decepção". É dessa forma que a estudante de Direito Ana Maria Navarro Vendramini, 20, moradora de Jaú, distante 310 km de São Paulo, definiu ao encontrar no lugar do iPhone 5C comprado durante a última edição da "Black Friday" um tijolo.

A compra foi realizada no dia 29 de novembro, pelo site da rede varejista Casas Bahia, mas o pedido só chegou cerca de 30 dias depois.

Ana Maria conta que ao entrar no site dos Correios no final de dezembro para rastrear a entrega, viu que o produto estava na agência da cidade e que uma tentativa de entrega havia sido feita. "Fui até a agência para buscar a encomenda, mas ao receber o pacote percebi que tinha algo de errado, era uma embalagem grande e pesada e em nada lembrava um celular", conta.

A jovem explica que abriu o pacote na frente do funcionário dos Correios e para sua surpresa no lugar do aparelho celular estava um tijolo.

"Apesar do meu cuidado em apenas comprar numa empresa que é conhecida no mercado, demorou a se emitir a nota fiscal, demorou a ser enviado para os Correios e nesses pouco mais de 30 dias, tive que abrir uns três protocolos para receber uma resposta sobre a compra", conta a estudante.

O preço praticado pelo mercado para o aparelho escolhido por Ana Maria é em média de R$ 1.500,00, segundo a estudante. Durante a "Black Friday" ela conseguiu uma economia de R$ 300,00, pagando R$ 1,199,00.

"Eu queria comprar esse celular fazia tempo, esperei cerca de um mês para aproveitar a promoção. Me senti enganada, foi um presentão de fim de ano", desabafou.

Após se recompor da "desagradável surpresa" a estudante procurou a unidade do Procon em Jaú para saber do seu direito em quanto consumidora. Pelo Código de Defesa do Consumidor o cliente nesses casos pode escolher ter o dinheiro de volta ou insistir em ter o produto comprado.

"Eu optei que a Casas Bahia me entregasse um novo aparelho, mas fui informada pela empresa que eles não poderiam me dar um iPhone novo e que a solução seria eu aceitar a devolução do valor pago", conta.

Após mais um pouco de dor de cabeça, a jovem teve nesta terça-feira o dinheiro pago estornado pela empresa. "Comprei um novo celular, mas não o aparelho que eu queria, já que o valor devolvido não consegue comprar o que eu queria", lamenta a estudante. "Nunca mais vou comprar nada pela internet, minha experiência foi a pior possível", completou.

Ana Maria informou que pesquisou pelo Google Maps o endereço existente no pacote recebido e para sua surpresa descobriu que a tal empresa parceira da Casas Bahia está localizada em uma favela de São Paulo e a fachada do endereço em nada lembra um empresa.

Em nota, a CasasBahia.com.br informou que o produto comprado pela cliente Ana Maria Navarro Vendramini foi adquirido pelo site da empresa, mas por intermédio da modalidade Marketplace, sendo vendido e entregue pela empresa AMKG. Após a ciência do relato da consumidora, a AMKG  foi descredenciada de forma definitiva  no dia 3 de dezembro.

Ainda de acordo com a nota, os parceiros de marketplace (lojistas) da CasasBahia.com.br são criteriosamente analisados antes de iniciarem as vendas pelo site. Nessa avaliação, é levantada, inclusive, a quantidade de reclamações em órgãos de Defesa do Consumidor.. 

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