Assassino de cartunista Glauco é encontrado morto dentro de cela em GO

Lourdes Souza

Colaboração para o UOL, de Goiânia

  • Divulgação

    Cadu cumpria prisão em Aparecida de Goiânia (GO) por duplo latrocínio

    Cadu cumpria prisão em Aparecida de Goiânia (GO) por duplo latrocínio

O assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas e de Raoni, filho do artista, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (4) em Aparecida de Goiânia (GO).

O corpo de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 30, conhecido como Cadu, foi encontrado no Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde cumpria pena.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, ele foi morto durante uma briga com outro detento no horário do banho de sol. O interno Nilson Ferreira confessou o crime e disse que usou uma arma artesanal para se defender, segundo a pasta.

De acordo com a secretaria, os agentes penitenciários de plantão perceberam a movimentação e imediatamente intervieram na briga, mas não conseguiram evitar o assassinato.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito. O caso está sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia.

Morte de cartunista foi em 2010

Cadu ficou conhecido depois de assassinar o cartunista Glauco Vilas Boas e seu filho Raoni em Osasco, na Grande São Paulo, em 2010. No mesmo ano, ele foi preso no Paraná.

Em 2011, porém, a Justiça Federal no Paraná decidiu que ele era inimputável --não pode ser responsável pelos seus atos-- por ser esquizofrênico.

Em liberdade, Cadu voltou a ser preso em 2014 acusado de ter cometido dois latrocínios (roubo seguido de morte) em Goiânia. No ano passado, ele foi condenado a 61 anos e seis meses de prisão em regime fechado, pena que cumpria até hoje.

MP temia pela vida de Cadu

Em 2014, quando apresentou denúncia contra Cadu, o promotor afirmou que havia indícios de que ele estivesse envolvido com uma quadrilha especializada em furto de carros comandada de dentro dos presídios. Por isso, o promotor Fernando Braga Viggiano disse temer pela vida de Cadu.

Viggiano afirma que ele poderia ser executado por outro preso ou "induzido a cometer suicídio como uma forma de queima de arquivo".

Cadu foi condenado a 61 anos de prisão em 2015

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