Elize completa 35 anos e fica frente a frente com cunhado no 2º dia de júri

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

  • Nelson Antoine/FramePhoto/Estadão Conteúdo

    Segundo dia de julgamento de Elize Matsunaga será justamente no aniversário da ré

    Segundo dia de julgamento de Elize Matsunaga será justamente no aniversário da ré

No dia em que completa 35 anos, nesta terça-feira (29), Elize Matsunaga vai ficar frente a frente com o irmão do marido de quem ela é assassina confessa, Marcos Matsunaga, no júri popular que acontece desde ontem no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

Irmão da vítima, o empresário Mauro Kitano Matsunaga deve abrir os depoimentos nesta terça por parte das testemunhas arroladas pelo Ministério Público Estadual. Além dele, é esperado ainda hoje o depoimento do delegado Mauro Gomes Dias, que investigou o caso e indiciou Elize à época do homicídio pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

O assassinato aconteceu no dia 19 de maio de 2012 no apartamento do casal, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Sacos com partes do corpo de Matsunaga começaram a ser encontrados dias depois em Cotia, na Grande São Paulo.

Além do irmão da vítima e do delegado do caso, faltam ser ouvidos pela acusação uma prima de Matsunaga, um médico-legista e um perito –arrolados também pela defesa --, um funcionário da Yoki e um investigador do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Pela defesa, serão ouvidos uma empregada do casal, uma tia de Elize, dois peritos e dois advogados amigos do casal.

Após as testemunhas serem ouvidas, Elize será interrogada para que, na sequência, comecem os debates entre acusação e defesa. A previsão é que o júri dure até sexta-feira.

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Primeiro dia

Nessa segunda (28), também pela acusação, foram ouvidos um detetive contratado por Elize para descobrir traição do marido e duas babás que cuidavam da filha do casal à época do crime - Mauricéia Gonçalves dos Santos e a filha dela, Amonir dos Santos.

A mais jovem, que abriu os depoimentos para ser dispensada logo depois –uma vez que ela é mãe de um bebê de oito meses -, disse que cobria os finais de semana em que a mãe folgava, a cada 15 dias, e negou ter presenciado brigas entre os patrões. Por outro lado, ela contou ter ouvido da mãe que Elize comprou uma serra elétrica em Cascavel (PR) quando estava a caminho do aeroporto, no dia do crime. No depoimento, Mauriceia confirmou as informações da filha e disse ter ouvido da patroa que a serra serviria para cortar caixas de vinho que Matsunaga costumava comprar.

Para o assistente da acusação, o advogado Luiz Flávio D'Urso, a informação sobre a serra elétrica trazida pelas duas testemunhas reforça a tese de que o crime teria sido premeditado.

Já o detetive Willian Coelho de Oliveira contou que Elize o contratou para vigiar os passos de Matsunaga entre os dias 17 e 19 de maio de 2012 enquanto ela visitava os parentes em Chopinzinho, no interior do Paraná. O assassinato aconteceu por volta das 20h do dia 19 – cerca de uma hora e meia depois de o empresário ter buscado Elize, a babá e a filha de um ano do casal no aeroporto. "Ela tinha certeza de que o Marcos a estava traindo", afirmou o detetive,

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