Trem no Rio aceitará cartão e celular top de linha na catraca

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

  • Hanrrikson de Andrade/UOL

    Fase de testes do novo sistema de pagamento vai até o fim de dezembro e deve ser disponibilizado para a população no começo de 2017

    Fase de testes do novo sistema de pagamento vai até o fim de dezembro e deve ser disponibilizado para a população no começo de 2017

Os passageiros dos trens do Rio de Janeiro poderão utilizar, a partir do ano que vem, cartões de crédito e débito, cartões pré-pagos e até o próprio celular para pagar a tarifa. O piloto do projeto, que por enquanto é restrito a um público selecionado, foi apresentado nesta terça-feira (6), na estação da Central do Brasil, no centro da capital fluminense.

A fase de testes vai até o fim do ano, e a expectativa é que o novo sistema esteja disponível para a população em janeiro de 2017. Os trens da Supervia ligam o centro do Rio de Janeiro ao subúrbio (zonas norte e oeste) e à Baixada Fluminense, e possuem um fluxo de cerca de 650 mil passageiros por dia.

A tecnologia é a mesma utilizada nos ônibus de Londres. Basta ao usuário aproximar o cartão ou o celular das catracas adaptadas. O desconto do valor é feito automaticamente, como se fosse uma transação comum em um estabelecimento comercial. A diferença é que não há necessidade de digitar qualquer tipo de senha ou código de segurança.

Para utilizar o celular, o usuário precisa ter um aparelho Galaxy 7, top de linha da Samsung, e baixar um aplicativo de pagamento mobile. Após a fase de implementação, outros celulares com o sistema NFC ("Near Field Communication", tecnologia que permite transmissão de dados em rede) devem ser incorporados. Depois de cadastrar o cartão no aplicativo, basta aproximar o celular da catraca para confirmar a transação.

Já o cartão pré-pago será disponibilizado apenas no fim de janeiro do ano que vem. Serão montados quiosques nas estações para comercialização do produto.

Os cartões vão funcionar de forma semelhante ao Bilhete Único --o usuário compra o cartão e define o crédito que deseja depositar--, mas com uma vantagem: o mesmo método de pagamento servirá para compras no comércio e serviços conveniados.

Pode qualquer cartão?

Não. Os cartões aceitos para quitação da tarifa nos trens do Rio requerem a tecnologia EMV (European Mastercard Visa), disponibilizada por algumas instituições financeiras como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Além disso, eles precisam ser da linha Super, um modelo de conta digital por meio da qual o usuário realiza todas as operações pela internet (site e apliativo). O serviço tem planos a partir de R$ 7,90.

Segundo o executivo da MasterCard Alexandre Brito, os cartões com EMV seguem padrão internacional criptografado e identificado visualmente por um símbolo na parte superior do plástico do cartão (semelhante ao ícone da rede wireless).

O presidente da Empresa1, Érico Moraes, que auxiliou no desenvolvimento da tecnologia, explicou que as catracas da Supervia, concessionária dos trens fluminenses, também serão adaptadas com a EMV.

Isso permite a qualquer usuário, até mesmo estrangeiros, pagar a passagem usufruindo do novo sistema.

"É como ir à padaria e utilizar o seu cartão na máquina de débito e crédito. Não tem muita diferença, a não ser o fato de que não é preciso digitar a senha. Isso já é muito comum na Europa e na Ásia", afirmou Érico.

Os representantes das empresas afirmaram que o período piloto do sistema inclui apenas colaboradores, funcionários, parceiros e convidados.

Limite de R$ 50

Na fase de implementação do projeto, o valor máximo será de R$ 50 por utilização (apenas simbólico, já que o preço da passagem nos trens fluminenses é de R$ 3,70). Esse limite não é cumulativo, ou seja, o usuário poderá usar o sistema várias vezes no mesmo dia.

Mas há uma restrição: as catracas especiais adaptadas para a nova tecnologia só reconhecem o pagamento uma vez.

"Quer dizer que se um pai estiver acompanhado da mulher e dos filhos, ele vai ter que usar o mesmo cartão em catracas diferentes. Mas isso não vai ser possível em um primeiro momento, devido ao número reduzido de catracas que estão aptas ao sistema", explicou Alexandre Brito.

Atualmente, há apenas duas catracas na Central do Brasil instaladas para a fase de testes. "A expansão será gradual. Vamos observar todas as falhas, os erros, que são inevitáveis neste primeiro momento, agora em dezembro. A ideia é aprimorar o projeto para chegar em janeiro de 2017 com tudo funcionando direitinho", afirmou José Carlos Prober, presidente da Supervia.

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