Após 15 dias do massacre, presos voltam a fazer tumulto em penitenciária de RR

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Facebook/SESP-RR

    Penitenciária Agrícola de Monte Cristo

    Penitenciária Agrícola de Monte Cristo

Detentos da PAMC (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo), na zona rural de Boa Vista (RR), iniciaram um tumulto no final da tarde deste domingo (22) após uma revista ter sido iniciada nas celas da Ala 15. A agitação aconteceu um pouco mais de duas semanas após um massacre que matou 33 presos na unidade prisional, causado por briga de facções.

Segundo a Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania), o tumulto começou por volta das 17h30, quando policiais militares e agentes penitenciários iniciaram uma revista dentro da Ala 15, o que teria provocado gritaria entre os detentos.

Eles atiram água fervente, pedras e pedaços de paus nos agentes. As equipes do GIT (Grupo de Intervenção Tática), da Sejuc, do GRR (Grupo de Resposta Rápida) e do Bope (Batalhão de Operações Especiais), da Polícia Militar, foram chamadas, entraram no local e, segundo nota da secretaria, fizeram "uso progressivo da força" para controlar a situação.

Na ação, 70% da ala ficou destruída. Por isso, os presos foram remanejados para outra ala.

Alguns dos detentos ficaram feridos e precisaram ser atendidos pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e Corpo de Bombeiros. Ainda segundo a Sejuc, nenhuma fuga foi registrada. Não houve mortes.

Por causa do tumulto, as visitas do próximo fim de semana foram canceladas. A medida também visa a conclusão das obras na ala que ficou destruída parcialmente pelos detentos.

Massacre

Trinta e três presos foram mortos no dia 6 de janeiro na PAMC (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo), a maior penitenciária de Roraima, durante uma briga de facções. O caso envolveu presos ligados ao Comando Vermelho e ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção mais numerosa na penitenciária, após alguns deles quebrarem cadeados e invadirem a ala onde ficavam homens de menor periculosidade. A maior parte das vítimas foi decapitada.

Segundo a Sejuc, havia 1.475 presos na unidade quando o massacre aconteceu --a capacidade é para 750 detentos.

Foi o terceiro pior massacre já ocorrido dentro de uma unidade prisional na história do país e aconteceu quatro dias depois de 56 presos serem mortos no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus

O pior deles foi em 1992, quando uma ação policial terminou com 111 presos mortos no caso que ficou internacionalmente conhecido como massacre do Carandiru, em São Paulo.

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