RN transfere cinco líderes da rebelião que matou 26 presos no Estado

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Beto Macário/UOL

    18.jan.2017 - Presos exibem facões do alto do telhado de um dos pavilhões do presídio Alcaçuz

    18.jan.2017 - Presos exibem facões do alto do telhado de um dos pavilhões do presídio Alcaçuz

Cinco chefes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foram transferidos para presídios federais nesta terça-feira (31). Eles foram apontados como mandantes da rebelião que matou 26 presos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, localizada em Nísia Floresta (região metropolitana de Natal).

Os detentos transferidos foram identificados pelos nomes de João Francisco do Santos, José Cândido Prado, Paulo da Silva Santos, Paulo Márcio Rodrigues de Araújo e Thiago Souza Soares. Por questão de segurança, o governo do Rio Grande do Norte não informou para quais presídios eles foram transferidos.

Nesta manhã, eles fizeram exame de corpo de delito no Itep-RN (Instituto Técnico de Pericia) antes de embarcarem no avião da Polícia Federal, no aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante (região metropolitana de Natal).

Os presos transferidos prestaram depoimento no último sábado (28), durante a força-tarefa formada por Polícia Militarm Força Nacional de Segurança Pública, Força Nacional Penitenciária e agentes penitenciários do Rio Grande do Norte. O grupo de contenção e controle conseguiu entrar na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga na última sexta-feira (27). A ação não teve confrontos.

Segundo o delegado-geral de Polícia Civil, Claiton Pinho, a polícia colheu depoimento de presos, individualizou e tipificou a conduta criminosa dos 111 apontados nas investigações como envolvidos na rebelião --ainda não foram divulgados detalhes dessa ação. A força-tarefa reuniu sete delegados, cinco escrivães e dez agentes de polícia.

Superlotação

O motim foi o mais violento da história do RN e foi causado pela disputa entre as facções criminosas PCC e Sindicato do Crime do RN. Na tarde do dia 14, presos do pavilhão 5 pularam o muro e invadiram o pavilhão 4, onde custodiava membros do Sindicato do Crime do RN, e iniciaram a matança que culminou no assassinato de 26 presos. A rebelião só foi controlada 14 horas depois, na manhã do domingo (15). Porém, desde a rebelião, os presos ficaram soltos por 14 dias dentro dos pavilhões 4 e 5 sem que a polícia pudesse entrar até que os ânimos dos detentos baixassem.

A Penitenciária Rogério Coutinho Madruga é conhecida como pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz por ficar no mesmo terreno e dividir a mesma muralha. Esta semana, o governo iniciou a construção de um muro para separar as duas unidades prisionais.

A penitenciária de Alcaçuz está superlotada e custodia 1.169 presos num espaço construído para 620 homens. Em Alcaçuz existem quatro pavilhões e detém presos das facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital), no pavilhão 3, e Sindicato do Crime do RN, nos 1, 2 e 4.

Já o Presídio Rogério Coutinho Madruga é conhecido como pavilhão 5 de Alcaçuz por ficar vizinho à penitenciária, está com lotação abaixo da capacidade. No Rogério Coutinho Madruga são custodiados 360 presos e num espaço para 402 presos. No Rogério Coutinho Madruga estão apenas integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

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