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Goleiro Bruno diz que pagou por erros e pretende voltar à área do futebol

Ao lado do advogado e da mulher, o goleiro Bruno Fernandes deixa prisão após conseguir habeas corpus - FLÁVIO TAVARES/HOJE EM DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Ao lado do advogado e da mulher, o goleiro Bruno Fernandes deixa prisão após conseguir habeas corpus Imagem: FLÁVIO TAVARES/HOJE EM DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

25/02/2017 13h18

Poucas horas após deixar a prisão, beneficiado por liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), o goleiro Bruno Fernandes, condenado por matar em 2010 a ex-namorada Eliza Samudio, afirmou na madrugada deste sábado (25) que pagou pelos "erros" e que "vai recomeçar" sua vida. A entrevista foi mostrada pelo MG TV, jornal local da TV Globo em Belo Horizonte, às 12h.

“Vou recomeçar. Independente do tempo que eu fiquei preso. Se eu ficasse lá, [se] tivesse prisão perpétua, por exemplo, no Brasil, não ia trazer ela [Samudio] de volta", afirmou.

“Paguei pelos meus erros. Paguei caro, não foi fácil. Eu não apagaria nada, porque por mais que eu não tivesse amigos verdadeiro, por mais que eu não tivesse passado por certas situações [estando dentro do presídio], eu talvez não daria tanto valor à vida hoje”, disse.

“Eu quero deixar bem claro que vou recomeçar. Não importa se seja no futebol, não importa se seja em outra área profissional. Mas como eu vou estar na área do futebol, é o que eu almejo para mim”, disse.

Bruno cumpriu seis anos e sete meses dos 22 anos e três meses de prisão a que foi condenado por assassinato e ocultação de cadáver de Samudio e também por sequestro e cárcere privado do filho que os dois tiveram.

Na noite desta sexta-feira (24), Bruno deixou a Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) de Santa Luzia (MG), na região metropolitana da capital mineira, após determinação do ministro Marco Aurélio Mello, em decisão liminar (provisória).

O ex-goleiro, agora, o ex-goleiro poderá ficar em liberdade enquanto o recurso contra a condenação não é julgado, aguardando os recursos.

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