"Ela gosta de uma farra", diz mãe de menina que emocionou a web em vídeo

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

A cabeça praticamente careca, consequência de uma quimioterapia, passa a falsa impressão de que a pequena Sophia, de um ano e 4 meses, é uma criança frágil. Mas a paciente do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que protagoniza dançando um vídeo que se aproxima da casa de 10 milhões de visualizações, é assim mesmo: brincalhona. Parece nem sentir os efeitos do tratamento para a rara doença da qual é portadora.

Sophia sofre de Histiocitose de células de Langerhans, uma doença rara na qual o corpo da garotinha produz em excesso essa célula de defesa da pele, ocasionando feridas recorrentes no couro cabeludo. Ela ainda tem uma constante inflamação de ouvido e nódulos no pescoço.

De acordo com a mãe, Mayara Cristiane Bueno, a menina não sente o impacto psicológico da doença. "Ela gosta de uma farra. Ela é uma criança totalmente normal. Se você olhar para ela, você não percebe que ela é doente. Agora que caiu o cabelo aparece um pouquinho. Quando tinha cabelo normal, ninguém dizia que era doente", relata.

A menina é o orgulho da mãe, que conta toda alegre que Sophia acorda brincando e sorrindo. "A Sophia é nossa razão de viver. Se não fosse a alegria dela, o jeito dela, a gente não conseguiria lidar tão bem com a  doença. A gente não vê que ela está doente", diz. A doença tem cura, da mesma forma que pode regredir. Por enquanto, Sophia reage bem aos tratamentos. Atualmente, não tem precisado ficar internada. Faz a quimioterapia e volta para casa, em São Carlos, também no interior de São Paulo.

No vídeo, ela aparece dançando ao som do ukulele do médico residente em pediatria Paulo Martins, natural de Campina Grande (PB), mas que  veio a São Paulo completar os estudos antes de voltar à terra natal e à clínica  da família – que ganhou visibilidade ao postar o vídeo original.

Paulo ganhou da irmã o ukulele, instrumento de cordas bem menor do que um violão e, por isso, mais fácil de transportar. E, assim, também mais fácil de levar ao hospital para animar a criançada da pediatria. "O intuito desse gesto era tirar o foco da doença. Elas (as crianças) ficam internadas e  isso gera um sentimento de angustia", conta o médico, que tem mais um ano de residência.

Desde a gravação do vídeo, no dia 14 de março, os protagonistas não se viram. Paulo tirou férias no dia seguinte e viajou a Campina Grande. Na segunda-feira ele está de volta ao Hospital das Clínicas e sabe que, diante da repercussão do vídeo, não vai poder faltar o ukulele. Nem o esperado reencontro com Sophia, na reedição de um vídeo que tem inspirado tanta gente, entre elas a própria autora da música Eu sei de Cor, Marília Mendonça.

"As vezes tudo parece tão difícil, tão solitário, tão complicado e incompreensível... aí me vem pessoas como você, Sophia! Um anjo de Deus para me mostrar que estamos no caminho certo! O meu dia pode ter certeza que ganhei...o meu dia não, a minha vida!", postou a cantora no  Instagram, compartilhando o vídeo e gerando mais meio milhões de visualizações.

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