Como entra? Obra atrasada deixa posto de saúde com porta a 5 metros do chão

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

  • Alysson Ertal / câmara de vereadores

    Obra do posto de saúde em Biguaçu (SC) deveria ter sido concluída em 2014

    Obra do posto de saúde em Biguaçu (SC) deveria ter sido concluída em 2014

A obra de um posto de saúde que deveria ter ficado pronta em seis meses completa nesta terça-feira (06) três anos de aniversário. Mas nem é possível comer um bolo lá dentro para lembrar a data. É que a porta para entrar no posto, praticamente pronto, fica a cerca de cinco metros do chão. E não há escada para chegar até lá.

O posto de saúde fica no bairro Prado, no município de Biguaçu, na Grande Florianópolis, e deveria atender 7 mil pessoas que moram na região. A obra foi empenhada em 6 de junho de 2014 e, de acordo com a oposição ao prefeito reeleito, ficou parcialmente pronta há cerca de um ano.

"A placa dizia que era para se entregue no dia 4 de dezembro de 2014. Seria uma obra de seis meses, um prazo normal para um posto de saúde desse. Só que, para começar a obra antes do período eleitoral, o prefeito começou a obra onde era um reservatório de água, onde só tem pedra", reclama o vereador Nino Zimmermann, do PMDB.

Alysson Ertal / câmara de vereadores

Ele faz oposição ao prefeito Ramon Wollinger, do PSD, que se reelegeu no ano passado. "Na campanha ele prometeu que a obra ia ficar pronta no fim do ano. Ele ganhou a eleição, está sentado na cadeira, e a sociedade esperando pela obra", reclama o vereador.

O Ministério da Saúde investiu R$ 517 mil na obra, que fica em um bairro de relevo acentuado. Segundo a prefeitura, aquele era o único terreno disponível para construir o posto de saúde e o projeto sempre incluiu a construção de uma escada e a instalação de um elevador.

Com a repercussão do caso e as críticas na Câmara Municipal, a prefeitura promete que nesta quarta-feira (07) vai abrir a concorrência para que a obra seja concluída, com a instalação do elevador, que já teria sido comprado.

O problema, segundo o vereador de oposição, é que a explosão de novas rochas para que a escada seja construída está deteriorando o que já está pronto. "Quanto mais rocha detona, mais detona a estrutura do prédio novo. Está dando rachadura e infiltrações, de tanto chacoalhar." Segundo a prefeitura, o posto continua em obras e segue sendo responsabilidade da construtora. 

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