Ministério da Saúde libera R$ 5 milhões para assistência às vítimas da creche de Minas

Do UOL, em São Paulo

Cinco dias após o ataque incendiário que deixou 11 mortos em uma creche em Janaúba, no norte de Minas Gerais, o Ministério da Saúde afirmou ter liberado  R$ 5 milhões para reforçar a assistência às vítimas.

O crime ocorreu na última quinta (5), quando um segurança do local ateou fogo em si e nas crianças.

Em nota, o ministério informou que o município de Janaúba receberá R$ 1 milhão. "Serão R$ 2 milhões para o Hospital Pronto Socorro João XXIII, unidade referência no tratamento de queimados em Belo Horizonte, que recebeu muitos feridos no incêndio. A Santa Casa de Montes Claros, que também está atendendo as vítimas do incêndio de Janaúba, também receberá R$ 2 milhões de reforço para compra de equipamentos, medicamentos e outros insumos usados no tratamento a queimados.", afirmou a pasta.

O UOL entrou em contato com a prefeitura de Janaúba e com os hospitais mencionados pela pasta para saber se essa verba foi solicitada e como será utilizada. As três entidades afirmaram que tentariam levantar essas informações.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, se encontrou nesta terça com o prefeito de Janaúba (MG), Carlos Isaildon Mendes (PSDB). "Lamentamos a tragédia, queremos apoiar as vítimas que lutam pela vida nesse instante e prestar apoio às famílias. Estamos à disposição da prefeitura e do Estado de Minas Gerais para ajudar no que for preciso, como custeio e reforço para aquisição de materiais hospitalares", disse.

Em nota, o superintendente da Santa Casa de Montes Claros, Maurício Sérgio Sousa e Silva, afirmou que o investimento do Ministério da Saúde foi feito de forma "espontânea" e, assim que liberado, será utilizado para as vítimas do incêndio em Janaúba. "Agradecemos todo o apoio recebido nesse momento de tristeza e lamentamos o fatídico ocorrido", diz Souza e Silva.

Distante 130 km de Janaúba, a Santa Casa é referência no atendimento a vítimas de queimaduras.

Vídeo mostra pessoas tentando conter fogo em creche

O governo informou que está oferecendo apoio técnico para o tratamento das vítimas e familiares, com medicamentos e materiais. A equipe de saúde mental do Ministério da Saúde também foi acionada para, junto das coordenações e serviços locais, oferecer apoio psicossocial e um plano de apoio às famílias.

O incêndio na escola deixou 50 pessoas feridas, de acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Foram registradas 11 mortes, sendo nove crianças, uma professora e o próprio segurança. Treze pessoas seguem internadas em Belo Horizonte e outras 10 estão em Montes Claros.

O Ministério Público está investigando se os órgãos de saúde da cidade - encarregados de fornecer tratamento psicológico para o vigia que provocou o incêndio - deveriam ter comunicado os responsáveis pela creche sobre os problemas psicológicos do autor do crime.

Também será investigado o motivo da creche não ter alvará de funcionamento emitido pelos bombeiros.

"O SUS oferece tratamento integral e gratuito às vítimas de queimaduras. A assistência acontece em qualquer um dos hospitais de média e alta complexidade do Brasil. Atualmente, existem 241 leitos com destinação específica para queimados", informou o Ministério da Saúde.

Entre janeiro e agosto de 2017, foram registrados 154,7 mil atendimentos ambulatoriais a queimados no país. No que diz respeito aos atendimentos hospitalares (que precisam de internação), foram registrados em 2017, entre janeiro e agosto, 15,9 mil procedimentos relacionados aos queimados. Para esses casos, a pasta investiu, até o momento, R$ 36,8 milhões.

R$ 3,7 milhões do Ministério da Educação

Além dos R$ 5 milhões pelo Ministério da Saúde, o governo federal também recomendou a liberação de R$ 3,7 milhões pelo Ministério da Educação. O valor será destinado à construção de duas creches e uma quadra esportiva na cidade.

O presidente Michel Temer (PMDB) recebeu o prefeito de Janaúba no Palácio do Planalto na tarde desta terça-feira e se solidarizou com os moradores da cidade. No encontro, Temer destacou o ato da professora Helley de Abreu Silva Batista, morta no incêndio. Conforme relato do deputado Fabio Ramalho (PMDB-MG), que também participou da reunião, o presidente comentou que Helley foi uma "heroína" ao tentar "salvar" as crianças

Vigia da creche tinha problemas psicológicos

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