Violência no Rio

Polícia do Rio prende 'Cachorrão', braço-direito de Rogério 157 na Rocinha

Do UOL, no Rio

  • Reprodução/Twitter/Disque-Denúncia

    Com cordão dourado no pescoço, Cachorrão ostenta fuzil ao lado de comparsas

    Com cordão dourado no pescoço, Cachorrão ostenta fuzil ao lado de comparsas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira (10) Alberto Ribeiro Sant'anna, conhecido como Cachorrão. Ele é apontado pelos investigadores como um dos chefes do tráfico de drogas na favela da Rocinha, na zona sul carioca. Junto com o chefe, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, ele teria participado dos confrontos que marcaram a disputa entre grupos rivais pelo comando das bocas de fumo na comunidade. Silva segue foragido.

Cachorrão era segurança de Rogério 157 e foi subindo na hierarquia do crime, chegando ao posto de "braço direito" --atualmente, dividia o comando do tráfico na favela, de acordo com as investigações.

A ação que resultou na prisão de Cachorrão foi coordenada pelo DPGE (Departamento Geral de Polícia Especializada), com apoio da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Carga), DRF (Delegacia de Roubos e Furtos), DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis), entre outras unidades. O suspeito foi levado para a Cidade da Polícia, na zona norte carioca, e posteriormente será encaminhado para o sistema prisional.

O comando do tráfico na Rocinha está em disputa há dois meses, desde que um grupo de traficantes leais a Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, tentou retomar a favela e derrubar Rogério 157 e seus comparsas. De acordo com a polícia, a ordem para a tentativa de invasão foi dada pelo próprio Nem, mesmo preso na penitenciária de segurança máxima de Rondônia. O ex-chefe do tráfico na comunidade está detido desde 2011.

A polícia não informou as circunstâncias da prisão de Cachorrão. O suspeito já foi condenado por roubo e por tráfico de drogas, além de possuir anotações criminais por associação ao tráfico, lesão corporal e dano ao patrimônio público, entre outras. Chegou a ser preso em 2009 e ganhou liberdade provisória em 2013.

O lucrativo comércio de drogas da Rocinha é alvo de cobiça desde os anos 1980, quando começaram os embates sangrentos no morro. O último "dono" antes de Rogério 157 foi Nem, preso em 2011. Foi nessa época que Rogério ascendeu.

Quando houve a invasão da Rocinha por homens de Nem, em 17 de setembro, o bando de Rogério fugiu, mas ainda manteve seu domínio, segundo relatos de moradores. Os criminosos são procurados desde então em operações na própria Rocinha e em sua área de mata, e também em favelas de outras regiões do Rio.

O clima de tensão fez com que o governo do Rio pedisse ajuda às Forças Armadas. Equipes do Exército, Marinha e Aeronáutica permaneceram uma semana na Rocinha e depois voltaram pontualmente. Também auxiliaram em buscas fora do morro.

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