PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Jovem diz ter sofrido agressão por homofobia em shopping de SP

João Pedro diz ter sofrido ataque homofóbico dentro do shopping Pátio Higienópolis - Reprodução/Facebook
João Pedro diz ter sofrido ataque homofóbico dentro do shopping Pátio Higienópolis Imagem: Reprodução/Facebook

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

14/02/2018 20h03Atualizada em 26/09/2018 10h32

O jovem João Pedro Medeiros afirmou ter sido agredido com coronhadas por um homem armado dentro de um banheiro do shopping center Pátio Higienópolis, na região central de São Paulo, na última segunda-feira (12). Segundo ele, a agressão teria sido motivada por homofobia.

Em uma postagem no Facebook, João Pedro diz que estava lavando as mãos quando o agressor desferiu duas coronhadas “com muito ódio” com o revólver em sua cabeça. Ainda segundo o jovem, o agressor teria afirmado que “todos os viados (sic) vão morrer a partir desse”.

João Pedro diz, então, ter saído correndo “cheio de sangue” pelo shopping, mas que os seguranças do local não conseguiram capturar o agressor. Ele afirma que precisou levar ao menos 9 pontos na cabeça.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o shopping Pátio Higienópolis confirmou o socorro ao rapaz e afirmou que João Pedro foi atendido pela equipe local antes de ser levado para o hospital.

“O shopping Center Pátio Higienópolis reitera que não compactua com qualquer tipo de violência”, informou a nota.

O shopping ainda disse que encaminhou as imagens das câmeras de segurança para as “autoridades competentes” e que “segue colaborando para a solução do caso”.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) disse que o caso está sendo investigado pelo 77º DP, no bairro Santa Cecília, e que as imagens das câmeras de segurança serão analisadas para identificar o suspeito de ser o autor da agressão. Segundo o relato de João Pedro, o suposto agressor teria fugido.

Procurado pelo UOL, João Pedro não respondeu os questionamentos da reportagem até o momento.

Outros casos

O shopping Pátio Higienópolis já foi palco de outras denúncias recentes de agressão, tanto físicas como verbais. Em junho do ano passado, o artista plástico Enio Squeff relatou que seu filho teria sido alvo de racismo no estabelecimento. Segundo Squeff, a criança teria sido confundida com um mendigo quando eles tomavam chá em um restaurante do shopping –o menino estava com o uniforme do colégio particular Sion, localizado nas imediações.

O Ministério Público em São Paulo instaurou inquérito para saber se o shopping tem práticas racistas e sem estímulo à igualdade racial isoladamente ou de forma sistemática. 

Pouco depois, em julho do ano passado, um empresário afirmou ter sido agredido no local por seguranças e três homens que, segundo ele, seriam policiais civis.

O empresário disse que as agressões ocorreram após ele entregar uma suposta nota falsa em um café do local. Ele teria sido agredido dentro de um depósito por quatro horas. O inquérito policial que investiga o caso está em andamento.

Questionado pelo UOL sobre a reincidência de casos de agressão no local, o shopping Pátio Higienópolis informou que "repudia veemente qualquer tipo de violência e que todos os clientes são e sempre serão bem-vindos".

Cotidiano