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Batalhão de Choque da PM do Rio troca tiros com traficantes na Rocinha

Movimentação de policiais  na comunidade na Rocinha, na zona sul do Rio, em março - Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Movimentação de policiais na comunidade na Rocinha, na zona sul do Rio, em março Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Do UOL, no Rio

23/04/2018 17h26

Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro entraram em confronto com traficantes e membros do crime organizado na favela da Rocinha, zona sul da cidade, na tarde desta segunda-feira (23).

Segundo a PM, o confronto acabou por volta de 16h30 e não foram registradas informações sobre feridos. A assessoria de imprensa da entidade afirmou que o Batalhão de Choque participava de um esquema de patrulhamento continuado na região quando foi recebido a tiros por membros do crime organizado. Ninguém foi preso.

A ação ocorre no dia seguinte à detenção de oito policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha sob suspeita suspeita de envolvimento com o transporte de drogas em uma ambulância falsa.

O tiroteio começou por volta das 14h em uma parte da favela conhecida como Terreirão. As ruas da favela estavam cheias por causa do feriado de São Jorge, feriado muito popular no Rio de Janeiro.

Moradores da região registraram em vídeos gravados em telefones celulares o som de diversos disparos de fuzil.

A PM reforçou o patrulhamento na favela desde o ano passado, quando uma onda de violência atingiu a região devido a uma disputa das facções criminosas Comando Vermelho e Amigos dos Amigos pelo controle de pontos de venda de drogas. Cerca de 500 policiais de unidades especiais da PM reforçam o patrulhamento na região.

Fontes da intervenção federal afirmaram ao UOL que a situação na favela é insustentável a longo prazo e a estratégia de patrulhamento deve ser mudada. Porém, tropas das Forças Armadas ainda não atuaram na favela no contexto da intervenção federal.

No passado, tropas das Forças Armadas fizeram diversas operações de cerco para apoiar operações policiais na favela. Porém, os interventores avaliam que a entrada de militares no interior da comunidade pode provocar mais confrontos e colocar a população em risco.

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