Participantes da Parada LGBT dizem aprovar discussão política

Téo Takar

Do UOL, em São Paulo

  • Werther Santana/Estadão Conteúdo

    3.jun.2018 - O público da 22ª Parada LGBT em São Paulo toma conta da Avenida Paulista

    3.jun.2018 - O público da 22ª Parada LGBT em São Paulo toma conta da Avenida Paulista

Participantes da 22ª Parada do Orgulho LGBT ouvidos pelo UOL disseram achar pertinente a discussão sobre as eleições, levantada pelo tema da festa deste ano: "Poder para LGBTI+, Nosso voto, Nossa Voz".

"Achei perfeita a escolha do tema, ainda mais em um ano eleitoral e nesse momento tão ruim que o nosso país está vivendo", disse Gabriele Bezerra, 20, que assistia a parada junto com o namorado Jay Gonzales, 21. "Precisamos de políticos que sejam honestos. Queremos mudanças concretas. A situação do país está péssima", afirmou Gonzales.

Apesar do clima de descontração, o cadeirante Gabriel Augusto, 21, afirmou que a parada tem papel importante na promoção do debate político. "As pessoas aqui são livres para expor seus sentimentos e pensamentos. E todos são aceitos. Mesmo sendo heterossexual e com minhas limitações físicas, me sinto incluído aqui", disse o estudante de Psicologia.

"Seria bom se nosso governo fosse igual à parada. Pensasse na inclusão de todos, independente de opção sexual, raça, cor ou necessidade especial."

Candidato LGBT

Os organizadores da Parada destacaram logo no início do evento que o público LGBT praticamente não possui representatividade no Congresso.
Um dos poucos defensores do segmento é o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). Os pré-candidatos à presidência Manuela D'Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL) também são simpatizantes do movimento.

Porém, para o público presente na Parada, mais importante do que eleger um candidato LGBT ou que que defenda a causa, é escolher políticos honestos e preocupados com o bem-estar da população em geral.

"Não precisa ser um candidato LGBT. Quero votar em alguém que seja bom para todos, que pense em toda a população", disse Suzane Araújo, 21, que aproveitava a festa junto com sua namorada Evelyn Freitas, 30.

"Não adianta nada levantar a bandeira LGBT se não mostrar como vai colocar as propostas em prática. Como ele vai conseguir vencer a resistência do conservadorismo?", afirmou Evelyn.

"Para mim, o candidato não precisa ser ligado à causa LGBT. O mais importante são os projetos que ele vai defender e que ele seja honesto", disse Caio da Silva, 18, que mora em Salvador (BA), mas veio conhecer a Parada paulistana.

Durante a parada, supostos militares do PT exibiram propaganda política favorável ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Força do voto

Para a ONG APOGLBT, responsável pela organização da Parada, é importante que o público LGBT tenha consciência do poder do seu voto.

"Falar sobre eleições em ano eleitoral durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é uma forma valiosa de comunicar a toda população LGBT sobre a importância de escolher bem suas candidatas e seus candidatos, declarou Claudia Regina, presidente da entidade. "Vamos mostrar a nossa voz, a força do nosso voto."

A organização afirmou que cerca de 3 milhões de pessoas teriam participado do evento, mas o UOL não conseguiu confirmar a informação com fontes independentes. A Polícia Militar não divulgou informações contagem de público. 

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