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Rio: Forças Armadas fazem operação na favela do Jacarezinho

Soldados do Exército na operação do sábado no Jacarezinho, Alemão e Manguinhos - Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
Soldados do Exército na operação do sábado no Jacarezinho, Alemão e Manguinhos Imagem: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Luis Kawaguti

Do UOL, no Rio

20/09/2018 06h33

As Forças Armadas e a polícia realizam na manhã desta quinta-feira (20) uma operação na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. É a segunda ação armada na região em menos de uma semana. Moradores da região relataram tiroteios entre criminosos e forças de segurança.

Segundo o Comando Conjunto da intervenção, participam da operação 420 militares e 90 policiais. Entre os objetivos da ação está a remoção de barricadas instaladas pelo crime organizado.

Moradores da favela publicaram mensagens no Facebook relatando trocas de tiros no Jacarezinho desde as 5h30, mas os confrontos não foram confirmados pelos militares. Desde o início da intervenção, as Forças Armadas se envolveram em pelo menos 108 tiroteios no Rio.

Esta é 25ª ação de grande escala das Forças Armadas desde o início da intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro.

No último sábado (15), 1.850 militares e 50 policiais cercaram e realizaram ações de patrulhamento e coleta de informações nos complexos de favelas da Maré, do Alemão e do Jacarezinho.

Eles trocaram tiros com membros do crime organizado em diversos pontos dessas favelas. Um militar foi atingido na região do pescoço por um disparo feito por criminosos que estavam escondidos em uma escola. Ele está em tratamento no Hospital Central do Exército.

Horas antes da operação, um morador do Complexo do Alemão foi ferido por uma bala perdida durante confronto entre policiais e traficantes.

As operações das Forças Armadas de cerco em favelas e patrulhamento em regiões dominadas pelo crime organizado são classificadas pelos interventores como ações emergenciais - porque não têm a capacidade de resolver por si só o problema da segurança pública.

Elas acontecem em paralelo a um trabalho de reestruturação, treinamento e compra de equipamentos para as polícias do Rio de Janeiro.

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