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Sob ataque há 21 dias, CE apreende 2.300 celulares e fecha 84 presídios

22.jan.2019 - Autoridades do Ceará apreenderam mais de 2.000 celulares e acessórios só nos 22 primeiros dias deste ano - Governo do Ceará / Divulgação
22.jan.2019 - Autoridades do Ceará apreenderam mais de 2.000 celulares e acessórios só nos 22 primeiros dias deste ano Imagem: Governo do Ceará / Divulgação

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

22/01/2019 21h33

A Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará informou nesta terça-feira (22) que já chega a 2.300 o número de celulares apreendidos em unidades prisionais este ano. O governo tenta retirar os telefones de dentro dos presídios -- de onde, segundo as investigações, partem as ordens para os ataques que se arrastam desde 2 de janeiro.

O Estado também fechou 84 cadeias públicas e redistribuiu 2.500 dos 29 mil presos. O objetivo é enfraquecer as organizações criminosas que seguem operando e já executaram 250 ataques até o momento.

O pente-fino nas carceragens retirou também televisores e armas brancas que estavam em posse dos presos. Não foram informados números de apreensões nesses casos.

"A estratégia visa cessar a comunicação e informação entre internos e criminosos que agem fora das prisões", afirmou a pasta. 

Segundo a presidente do Conselho Penitenciário do Ceará, Ruth Leite Viera, há informações de outras medidas duras que foram implementadas pelo governo, como a retirada de colchões das celas.

"São medidas enérgicas, uma fase que eles chamam de saneamento, e que depois vai voltar a normalidade. Recebemos denúncias, mas vistoriamos e nada ilegal foi achado. Estamos atentos, porque é uma situação penosa desses presos", disse.

A Secretaria informou que "todas as vistorias seguem o cumprimento estrito da lei".

Nesta terça-feira, o governo publicou uma portaria com novas regras para a entrada de alimentos e objetos pessoais nas unidades. "Uma das medidas é a restrição de alimentos externos. Agora, os familiares só poderão levar alimentos extras para o consumo de internos e visitantes. Durante a semana, a alimentação ficará restrita às cinco refeições diárias fornecidas pelo Estado", informou a pasta.

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