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Marielle, fim da violência contra a mulher e "ele não" marcam ato no Rio

Luis Kawaguti, do UOL no Rio

08/03/2019 19h16

Sindicalistas, integrantes de partidos de esquerda e militantes de movimentos sociais participam na tarde e noite de hoje de um ato no centro do Rio de Janeiro para marcar o Dia Internacional da Mulher.

As pautas da manifestação são o fim da violência contra a mulher e a derrubada do projeto de reforma da previdência, segundo a ativista Danielle Bornia, do Movimento Mulheres em Luta, ligado à CSP (Central Sindical Popular).

Mônica Benício, viúva da vereadora assassinada Marielle Franco, durante ato na Candelária - Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
Mônica Benício, viúva da vereadora assassinada Marielle Franco, durante ato na Candelária
Imagem: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Aos gritos de "ele não" e "ele não me representa", os manifestantes também protestam contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Os manifestantes também estão pedindo justiça para o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada há quase um ano no centro do Rio. O crime permanece sem solução.

A organização estima a participação de ao menos 5 mil pessoas no ato. A Polícia Militar não divulgou números oficiais de público.

A reforma da previdência é um ataque às mulheres que têm mais dificuldade de cumprir o tempo mínimo de contribuição e de ter acesso ao emprego
Danielle Bornia, do Movimento Mulheres em Luta

Ana Vitoria Guimarães, Taiane Andrade e Isabella Mello, todas de 21 anos, participam de ato no Rio - Luis Kawaguti/UOL
Ana Vitoria Guimarães, Taiane Andrade e Isabella Mello, todas de 21 anos, participam de ato no Rio
Imagem: Luis Kawaguti/UOL
Estão presentes ao ato de hoje militantes do PC do B, do PSTU, e de outros partidos de esquerda, além de sindicalistas da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da CSP.

Além dos militantes e sindicalistas há participantes espontâneos como as amigas Isabella Mello, Ana Vitoria Guimarães e Taiane Andrade, todas de 21 anos.

"Acredito que precisamos lutar por uma sociedade melhor, mais igualitária. É um dia de resistência e não para parabenizar as mulheres", disse Isabella.

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