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Massacre em Suzano: o que falta saber sobre o ataque à escola Raul Brasil

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

2019-03-21T04:00:00

21/03/2019 04h00

As investigações sobre o massacre de oito pessoas na escola Raul Brasil, em Suzano (SP), já levaram à apreensão de um terceiro suspeito, acusado de ser um dos mentores do crime. Mas a Polícia Civil e o Ministério Público continuam em busca de mais detalhes sobre o ataque.

Entre as principais questões em aberto estão a origem da arma usada no atentado e o possível envolvimento de uma ou mais pessoas em acontecimentos que antecederam os assassinatos. O caso corre sob segredo de Justiça. A seguir, veja algumas das perguntas cujas respostas ainda não vieram a público.

Qual a origem da arma usada no ataque?

O delegado Alexandre Henrique Augusto Dias, que participa das investigações, disse na terça-feira em entrevista coletiva que esta é uma das apurações em andamento. Uma das suspeitas é que o revólver usado no crime, um calibre 38 com numeração adulterada, tenha sido comprado de um traficante.

Há outros envolvidos no crime?

Os dois assassinos usaram não só a pistola, mas uma besta --espécie de arco e flecha-- e uma machadinha. A possível participação de outras pessoas na obtenção de todos esses itens e em outros eventos que antecederam o crime também está sendo investigada.

Com quem o suspeito apreendido trocou mensagens?

Em uma troca de mensagens apreendida na investigação, o terceiro suspeito --um adolescente de 17 anos apreendido na segunda-feira-- deu detalhes do planejamento do ataque a um interlocutor não identificado. O jovem usava um celular roubado.

Por que o suspeito apreendido não participou do ataque?

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil paulista, Ruy Ferraz Fontes, o adolescente apreendido disse em depoimento que queria ter participado do atentado, mas não teria sido chamado. A polícia também investiga essa declaração.

Há envolvimento de grupos radicais?

Integrantes de um fórum de discussão conhecido por incitar crimes e disseminar ódio comemoraram o massacre na escola e exaltaram os assassinos. O Ministério Público busca saber se os atiradores foram incitados por membros deste fórum e se contaram com a ajuda de participantes do grupo. O envolvimento de uma organização criminosa também não foi descartado pelo procurador-geral de São Paulo, Gianpaolo Smanio.

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