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"É um absurdo", diz mulher anunciada como morta por igreja no 1º de abril

Patrícia Natividade Amorim, 32, foi anunciada como morta por igreja em MG, mas estava viva - Reprodução
Patrícia Natividade Amorim, 32, foi anunciada como morta por igreja em MG, mas estava viva Imagem: Reprodução

Marcellus Madureira

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

05/04/2019 21h02

O alto-falante do Santuário Bom Jesus do Matosinho, em Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas Gerais, anunciou na última segunda-feira (1º), dia da mentira, a morte de uma mulher da cidade. No entanto, a informação era falsa. Ela está viva, e a situação causou alvoroço na cidade.

Patrícia Natividade Amorim, 32, ficou bastante chateada com a notícia. Ela contou ao UOL que estava em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quando recebeu ligações de Conceição do Mato Dentro sobre o ocorrido.

"Eu estava trabalhando na hora, começaram a me ligar dizendo que eu tinha morrido. Eu não entendi nada", relatou a mulher.

"Fiquei muito triste e me senti muito mal. Comecei a chorar, porque eu tenho uma filha de 12 anos e ela mora com minha mãe, em Conceição, e ela ouviu e ficou chocada. É um absurdo alguém desejar a morte."

É costume no interior de Minas Gerais o anúncio dos falecimentos nos alto-falantes das igrejas. Em alguns lugares, o serviço é feito até por carros de som. Quando a administração da igreja recebeu a ligação com horário e local do suposto sepultamento de Patricia, fez a divulgação imediatamente. Em seguida, ela entrou em contato com o Santuário e explicou a história.

"Não sei quem foi, eu perguntei na igreja, mas eles não sabem me dizer, porque lá não tem identificador de chamada", disse ela, que tem uma desconfiança. "Acredito que meu ex-marido possa ter feito isso."

Após a história ser esclarecida, a Igreja abriu novamente os alto-falantes para explicar o aviso equivocado. "Foi uma falta de respeito, um trote passado ao escritório".

A Polícia Civil de Minas Gerais não vai investigar o trote. A corporação explicou que só é necessário averiguar em casos de graves prejuízos à população.

Cotidiano