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Vítimas de queda de prédios no Rio identificaram suspeitos, diz delegada

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Bombeiros buscam corpos em meio aos escombros de dois prédios que desabaram no Rio Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Hanrrikson de Andrade e Marina Lang

Do UOL, em Brasília e no Rio

2019-04-19T14:45:18

2019-04-19T16:50:38

19/04/2019 14h45Atualizada em 19/04/2019 16h50

Vítimas do desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, identificaram os três investigados pela polícia e alvos de ordem de prisão expedidos pela Justiça sob suspeita de serem os responsáveis por construir e comercializar as unidades que ruíram.

No começo da tarde de hoje, a Polícia Civil fluminense informou que o trio é considerado foragido.

Segundo a delegada Adriana Belém, chefe da 16ª DP (Barra da Tijuca), o reconhecimento foi fundamental para ordenar os mandados de prisão temporária (30 dias) por alegação de homicídio com dolo eventual.

Adriana explicou que, inicialmente, as vítimas não se sentiam confortáveis para colaborar com a polícia devido a possíveis retaliações. Os dois prédios que desabaram no Rio estavam situados em uma área controlada por milicianos. Foi o primeiro contato dos investigadores com as testemunhas.

Os grupos paramilitares, dominantes em algumas regiões da zona oeste carioca, são conhecidos por intimidar ou mesmo eliminar pessoas que tentam denunciá-los.

Os suspeitos foram identificados como José Bezerra Lima, o Zé do Rolo, que teria construído os imóveis. Já Renato Siqueira Ribeiro e Rafael Gomes da Costa seriam os corretores responsáveis pela venda.

Ao menos 20 pessoas morreram na tragédia, que ocorreu no dia 12 de abril. Três pessoas ainda são consideradas desaparecidas.

Dezoito pessoas foram encontradas sem vida em meio aos escombros. São quatro homens, nove mulheres, quatro menores de idade do sexo masculino e um do sexo feminino. Duas vítimas chegaram a ser levadas para hospitais, mas não resistiram aos ferimentos.

Medo de moradores da Muzema de se exporem afeta trabalho da polícia

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