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Carro roubado há 30 anos em Goiás é localizado pela polícia do Acre

24.abr.2019 - Carro é encontrado no Acre 30 anos após ser roubado - Divulgação/Polícia Civil do Acre
24.abr.2019 - Carro é encontrado no Acre 30 anos após ser roubado Imagem: Divulgação/Polícia Civil do Acre

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

24/04/2019 14h23

Um carro que foi roubado há 30 anos, em Goiás, foi localizado pela Polícia Civil do Acre, na cidade de Epitaciolândia, na noite da última segunda-feira (22), durante uma blitz. O veículo vinha do município de Cobija, na Bolívia, quando foi apreendido.

O carro modelo Gol GT, de cor vermelha, foi parado na ponte localizada na fronteira entre Brasil e Bolívia e estava sendo conduzido por um boliviano, que se apresentou como proprietário do carro. Ele não teve a identidade divulgada.

Segundo a polícia, o veículo foi roubado em 1989 e ainda consta como sua proprietária uma loja de venda de carros de Goiás. Ele circulou por três décadas irregularmente com placas da Bolívia. O veículo foi emplacado na Bolívia no ano de 1992 e, naquele país, estava em situação regular.

Agora, a polícia está tentando localizar o verdadeiro proprietário do veículo para devolvê-lo. A polícia tentou contato com a concessionária, mas não conseguiu. Caso o proprietário não seja localizado, o veículo ficará apreendido no estacionamento da delegacia Epitaciolândia até decisão judicial.

O roubo do carro foi descoberto depois que policiais abordaram o motorista, consultaram a situação do veículo no sistema nacional e descobriram que havia restrição.

O motorista foi detido e levado para a delegacia de Epitaciolândia. Ele prestou depoimento ao delegado titular, Luís Tonini, e afirmou que desconhecia que o veículo era irregular.

"É comum roubarem carros no Brasil e levarem para Bolívia, onde são legalizados para circular naquele país. O motorista aparenta ser um trabalhador. Ele é caminhoneiro e faz transporte de combustível do Brasil para a Bolívia", disse o delegado.

O homem afirmou que adquiriu o carro há três anos, na cidade de Cochabamba, na Bolívia, ao preço de US$ 2,6 mil e não sabia que o veículo era roubado. Ele justificou que nunca desconfiou da idoneidade da transação, pois os veículos usados, em sua maioria, são comprados a preços baixos no seu país.

O boliviano assinou um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) por receptação culposa e vai responder o processo em liberdade. O caso será remetido ao Ministério Público ainda esta semana, que decidirá se oferecerá denúncia ou não à Justiça.

O crime de receptação culposa está definido no 3° parágrafo do artigo 180 do Código Penal e trata-se da falta de cuidado quanto à origem da coisa, que possivelmente tenha origem criminosa, mas o acusado preferiu ignorar. Em caso de condenação, a pena é de um mês a um ano de prisão.

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