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Facção criminosa Comando Vermelho está sem munição, diz governador do Rio

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) - André Melo Andrade/Am Press & Images/Estadão Conteúdo
O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) Imagem: André Melo Andrade/Am Press & Images/Estadão Conteúdo

Marina Lang

Colaboração para o UOL, no Rio

28/06/2019 18h20

Ao fazer hoje um balanço dos seis meses à frente do governo do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) declarou que a facção criminosa Comando Vermelho está sem munição. Na visão do governador do Rio, a suposta falta de munição indica que o crime organizado passa por uma "asfixia".

Witzel contudo não deu detalhes sobre a informação --procuradas, a Polícia Militar e a assessoria do governo do estado ainda não se manifestaram.

"A informação que eu tenho do comando da PM é de que o Comando Vermelho está sem munição. Parabenizo o trabalho da Polícia Rodoviária Federal para evitar que armas e munição cheguem ao estado. Isso demonstra que já começou a asfixia [do crime organizado]", declarou o governador no auditório da Procuradoria-Geral do Estado do Rio, onde ocorreu a prestação de contas.

Segundo dados do ISP (Instituto de Segurança Pública), órgão vinculado ao governo fluminense, entre janeiro e maio, foram apreendidas 75.595 munições de calibres variados. Entretanto, as apreensões foram menores do que em 2018 --entre janeiro e maio do ano passado, o número de munições apreendidas foi de 107.433. Os dados relativos a junho ainda não foram consolidados.

O Comando Vermelho foi criado no Rio no final dos anos 1970 e é tido como uma das maiores organizações criminosas do Brasil. A facção também atua hoje em outros estados e em regiões da fronteira brasileira.

Witzel usará Segurança Presente para ampliar policiamento

Witzel também prometeu a contratação de mais policiais, além da construção de dez novos presídios ao custo de cerca de R$ 800 milhões até o fim de seu mandado. "É o preço da paz", disse.

"Estamos trabalhando duramente para, até o fim deste governo, pôr nas ruas mais 15 mil policiais, construir dez novos presídios e transformar 100% das escolas do estado em período integral", afirmou.

O governador também anunciou a ampliação do programa Segurança Presente --policiamento ostensivo subsidiado por parcerias público-privadas que já atua no Leblon, em Ipanema e na Tijuca.

Segundo Witzel, o programa será ampliado aos bairros de Laranjeiras, Botafogo, Barra da Tijuca, Vila Isabel e Bangu, além de cidades como Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Ontem, o governador esteve em Brasília para uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes. De acordo com Witzel, ele propôs ao ministro o adiamento da suspensão do pagamento da dívida ativa do Estado de 2021 para 2023.

"Sem isso, teríamos que cortar verbas da saúde, educação, segurança, infraestrutura e habitação. O RJ tem que investir no bem-estar da população", escreveu o governador em redes sociais.

"Mostrei que a arrecadação e as receitas estão crescendo. As previsões são otimistas com a instalação de novas empresas no RJ, o aumento na produção do petróleo, a abertura do mercado de gás, e o nosso trabalho para que os estados possam fazer concessões de energia", prosseguiu o governador.

Na manhã de hoje, José Luis Zamith, secretário da Casa Civil e Governança, informou que a arrecadação tributária já conta com um aumento de R$ 1,2 bilhão neste ano, mas que a situação financeira do estado ainda não é confortável.

Quando assumiu, Witzel estabeleceu um plano com 203 metas para os primeiros 180 dias de governo em diferentes áreas --educação, saúde, economia, entre outras. Algumas delas, contudo, não foram cumpridas, como a retomada do funcionamento do teleférico do Alemão e a criação de um aplicativo para facilitar a emissão de documentos como certidões e documentos.

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