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Investigação desacelera à espera que STF defina foro da deputada Flordelis

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e o pastor assassinado Anderson do Carmo - Reprodução
A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e o pastor assassinado Anderson do Carmo Imagem: Reprodução

Marina Lang

Colaboração para o UOL, no Rio

25/07/2019 14h33

As investigações do assassinato do pastor evangélico Anderson do Carmo, 42, estão em ritmo mais lento, segundo informaram ao UOL três fontes ligadas ao inquérito. Isso acontece porque o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e a Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo aguardam definição do STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito de possível investigação sobre a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), que era casada com Carmo.

Hoje ela não é investigada formalmente pela polícia, o que dependeria de análise do Supremo quanto a seu direito ao foro privilegiado neste caso. Cópias dos autos do inquérito foram enviadas ao STF, cujo recesso vai até a próxima quarta-feira (31), pela Polícia Civil e pelo MP do Rio com o intuito de que o Tribunal defina a competência de foro. A decisão caberá ao ministro Luís Roberto Barroso.

Parlamentares têm o direito de serem investigados pelo MPF (Ministério Público Federal) e julgados por tribunais superiores, e não por autoridades estaduais. Entretanto, decisão do STF no ano passado definiu que políticos perdem direito a essa prerrogativa quando um crime ocorre alheio ao mandato parlamentar.

Uma das fontes declarou que "o inquérito, atualmente, está andando a 20 km/h. Quando houver a decisão do STF, irá a 100 km/h".

Ontem, a mãe do pastor, Maria Edna Virgílio de Oliveira, 64, prestou depoimento na Divisão de Homicídios. Na saída, ela não revelou o teor do depoimento, mas rompeu publicamente relações com Flordelis. "Esquece de minha nora. Eu não tenho mais nora", afirmou.

Procurada pela reportagem, a assessoria da deputada informou que Flordelis "está encarando com normalidade todos os procedimentos de investigação. A investigação está entregue à polícia e a deputada está aguardando o resultado".

Dois de seus filhos estão presos pelo homicídio: Flávio dos Santos Rodrigues, 38, filho biológico da parlamentar, confessou ter dado seis tiros no pastor. Sua defesa nega a confissão.

Lucas dos Santos, 18, teria obtido a arma calibre 9 mm que foi usada no crime. O revólver foi encontrado em cima de um armário de um quarto usado por Flávio na casa de Flordelis e Carmo. Vídeos das câmeras de segurança ao redor da casa colocam ambos na cena do crime.

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