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Morador de rua que matou 2 é levado para cadeia após ter perna amputada

28.jul.2019 - Policiais no local onde duas pessoas foram mortas a facadas por um morador de rua nas imediações da Lagoa Rodrigo de Freitas - Reginaldo Pimenta/Agência o Dia/Estadão Conteúdo
28.jul.2019 - Policiais no local onde duas pessoas foram mortas a facadas por um morador de rua nas imediações da Lagoa Rodrigo de Freitas Imagem: Reginaldo Pimenta/Agência o Dia/Estadão Conteúdo

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

09/08/2019 13h06

O morador de rua que matou dois homens a facadas no bairro da Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro, teve alta ontem do Hospital Municipal Miguel Couto, onde estava internado. Plácido Corrêa Moura, 44, teve uma perna amputada em razão dos tiros que levou da Polícia Militar após atacar com uma faca três vítimas na região --duas delas morreram. Após deixar o hospital, ele foi encaminhado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte.

Plácido foi detido no dia 28 de julho após atacar João Feliz de Carvalho Napoli, 35, que estava com o carro parado em um sinal de trânsito, próximo do acesso ao Túnel Rebouças, que liga as zonas sul e norte do Rio. A namorada de João que estava no banco do carona também foi ferida ao tentar ajudar o companheiro. O personal trainer Marcelo Henrique Corrêa Reis, que passava pelo local, parou para ajudar o casal e também acabou esfaqueado pelo morador de rua.

Os dois homens foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Caroline Moutinho foi levada para o Miguel Couto e, em seguida transferida, para uma unidade particular. Ela passou por cirurgia e teve alta.

Na ocasião, os policiais militares acionados chegaram a usar uma arma de choque para conter Plácido. Sem sucesso, os PMs atiraram contra o morador de rua que foi atingido nas duas pernas. Na abordagem, outros dois policiais e um bombeiro, que prestava atendimento às vítimas, também foram atingidos pelos disparos. Eles não ficaram feridos com gravidade.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar abriu uma sindicância e investiga se houve equívoco na abordagem policial.

A Polícia Civil informou, na ocasião, que apurava se o morador de rua sofria transtornos mentais. Procurada, a Delegacia de Homicídios não se manifestou sobre as investigações.

Imagens mostram ataque de morador de rua na Lagoa

bandrio

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