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Coronel é preso na Paraíba suspeito de emitir laudos falsos contra incêndio

22.03.2007 - Incêndio destrói prédio da Gráfica 2000, localizada em Cabedelo, na Paraíba - Francisco Franca/Jornal da Paraiba/Folha Imagem
22.03.2007 - Incêndio destrói prédio da Gráfica 2000, localizada em Cabedelo, na Paraíba Imagem: Francisco Franca/Jornal da Paraiba/Folha Imagem

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

23/08/2019 22h04

O coronel do Corpo de Bombeiros da Paraíba José Carlos de Souza Nóbrega foi preso hoje, em Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa (PB), suspeito de comandar esquema de recebimento de propina para emissão de laudos fraudulentos contra incêndio e pânico.

Segundo o Ministério Público, eram cobrados valores entre R$ 100 a R$ 20 mil para liberação de alvará do Corpo de Bombeiros nos projetos de segurança contra incêndio e pânico na DAT (Diretoria de Atividades Técnicas).

Nóbrega foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Ele estava com um revólver 38, sem registro, e foi levado para a sede do GOE (Grupo do Operações Especiais).

A prisão do coronel ocorreu durante operação Back Fire, do Ministério Público da Paraíba, para desarticular o suposto esquema. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Altiplano e Bancários, em João Pessoa, e na praia do Poço, em Cabedelo.

As investigações apontam também a participação do engenheiro civil Diego da Silva Castro. Ele é suspeito de intermediar suposta correção de projetos de construção civil mediante pagamento de propina.

Segundo o Ministério Público, o engenheiro civil elaborou 230 projetos de combate a incêndio entre os anos de 2013 e 2018. As investigações quebraram sigilo de dados telemáticos dos investigados.

O Ministério Público afirmou que desconfiou da quantidade de projetos confeccionados pelo engenheiro, e constatou ainda que houve movimentação na conta bancária do coronel com vários depósitos e transferências de quantias realizadas por pessoas físicas e jurídicas do setor da construção civil.

O Corpo de Bombeiros da Paraíba ainda não se pronunciou sobre a operação, pois informou que está colhendo informações aprofundadas.

O advogado do coronel, Cláudio Menezes, informou que após prestar depoimento, o coronel deverá pagar fiança para ser liberado. O suspeito nega as acusações.

A empresa do engenheiro, a DC Engenharia, disse, por meio de nota, que está à disposição da Justiça para esclarecimentos. A DC Engenharia afirmou ainda que "nunca causou prejuízo ao poder público" em sua atuação no mercado.

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