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Jovem que bateu em viatura da polícia na estreia da CNH quer ser policial

Viatura atingida pela jovem no interior de SP - Cássio Freires/Portal Hertz Notícias
Viatura atingida pela jovem no interior de SP Imagem: Cássio Freires/Portal Hertz Notícias

Eduardo Schiavoni

Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto

29/08/2019 17h32

"Se eu passar no concurso da Polícia Militar e for fazer o curso, já vou chegar sendo conhecida". Assim a jovem Carolina Antoniete, 18, reage ao acidente que provocou na cidade de Franca, no interior de São Paulo. O caso viralizou nessa semana após a jovem bater e tombar uma viatura policial.

Carolina afirmou que está prestando concursos para a PM e que pretende seguir carreira. "Eu sempre quis a carreira militar", conta.

Logo depois do acidente ela conversou sobre o assunto com os policiais. "Um deles é instrutor na escola de soldados, e alguns outros que atenderam à ocorrência também", conta ela, que terminou o ensino médio e está se dedicando aos estudos. "Vou prestar o concurso da Polícia Militar de segunda classe, mas meu objetivo é a academia do Barro Branco", conta.

Carolina explica ainda que levava a irmã, Sofia, para a faculdade - ela cursa fisioterapia em uma universidade particular da cidade - quando ocorreu o acidente. "Não era meu primeiro dia de carta, era minha primeira semana. Eu fui virar e, quando entrei na rotatória, a viatura tinha entrado ali", conta.

Segundo ela, o fato de não haver vítimas fez com que ela levasse o caso com bom humor. "Não adiantava chorar, a batida já tinha ocorrido. Estavam todos bem. Não tem porque ficar chorando, se descabelar. Não foi legal, mas aconteceu", disse.

Repercussão

Carolina afirma ainda que tem lidado bem com a situação. O fato de virar meme não incomoda. "Muita gente se identificou. Acho que é por conta da forma como encarei a situação. Só tive boas repercussões", disse. Mas ela faz questão de explicar que a versão, divulgada pela polícia, de que ela teria trocado o pedal do acelerador com o do breque, não é verdadeira. "Eu não acelerei, só não brequei. Não tive a malícia, então o carro acabou continuando a ir pra frente, mas não acelerei", conta, entre risadas.

Ela contou ainda que o carro, uma Zafira 2011, que vale na casa dos R$ 20 mil, é do pai dela e não tem seguro. "Vai ter como arrumar, mas é um prejuízo. Ainda não decidimos o que fazer", contou ela, que revelou, ainda, que levou uma bronca. "Mas meus pais entenderam que é uma coisa que pode acontecer", disse.

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