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Homens usam uísque para lavar dinheiro furtado em banco e são presos no MT

Bruna Barbosa Pereira

Colaboração para o UOL, de Cuiabá (MT)

04/09/2019 19h49

Três homens foram presos em flagrante por tentarem lavar mais de R$ 102 mil em notas machadas com uísque ontem (3), em uma casa no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá (MT). As cédulas haviam sido furtadas em uma explosão dos caixas eletrônicos de uma agência do Banco do Brasil.

Na segunda-feira (2) — mesmo dia do crime — sete suspeitos já haviam sido presos e, durante a investigação, os policiais descobriram que o dinheiro estava nas residências. Na mesma madrugada da explosão dos caixas no Banco do Brasil, os criminosos tentaram explodir uma agência do Sicredi, mas não tiveram sucesso.

Quando a Polícia Civil chegou à residência, os suspeitos estavam tentando limpar as manchas vermelhas das notas — que haviam sido provocadas pela explosão dos caixas eletrônicos. Para isso, eles mergulharam o dinheiro em três bacias com uísque.

Segundo a delegada responsável pela investigação, Juliana Palhares, os três suspeitos negaram participação no assalto e afirmaram que estavam apenas lavando o dinheiro.

Os trabalhos de investigação da polícia também apontaram que os criminosos teriam gastado mais de mil reais em uísques.
A informação foi confirmada por um dos homens presos ontem (3): ele afirmou que havia comprado dez unidades da bebida, o que comprovaria que a ação foi premeditada.

Na residência também foi apreendido um veículo Siena, que, de acordo com informações da Polícia Civil, foi utilizado para dar apoio aos criminosos durante as explosões nas agências bancárias.

As prisões

No mesmo dia do crime, sete suspeitos de participação foram localizados pela polícia. Quatro deles foram encontrados no bairro Residencial Jardim Buriti, em Cuiabá, dois deles estavam com drogas e armas.

Um deles afirmou à polícia que havia recebido R$ 3 mil pela participação no crime — o dinheiro foi encontrado com ele.

Parte do dinheiro roubado foi apreendida em uma residência no bairro Santa Amália, em Cuiabá, onde dois suspeitos — pai e filho — tentavam limpar as cédulas.

Cotidiano