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Mãe de vítima da violência: quantas Ághatas e Karolaynes terão que morrer?

Jaqueline Nunes Cardoso perdeu a filha, Karolayne Nunes de Almeida Alves, em 2017 - Reprodução
Jaqueline Nunes Cardoso perdeu a filha, Karolayne Nunes de Almeida Alves, em 2017 Imagem: Reprodução

Pauline Almeida

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

01/10/2019 19h59

Mais uma mãe que perdeu a filha no Complexo do Alemão, comunidade da zona norte do Rio do Janeiro, pediu justiça hoje. Jaqueline Nunes Cardoso, 39 anos, compareceu à reconstituição da morte de Ághata Félix, 8, para se solidarizar com a família e lembrar que outras choram pelo mesmo motivo.

Jaqueline perdeu a filha Karolayne Nunes de Almeida Alves, de 19 anos, grávida, há um ano e sete meses. A jovem foi baleada no Complexo do Alemão após sair da igreja e ir comer um lanche com o marido no dia 2 de dezembro de 2017.

O carro em que o casal estava foi atingido por tiros em um suposto confronto entre policiais militares e criminosos.

Ao ver a mãe de Ághata passar pelo mesmo trauma, decidiu encontrá-la no enterro para lhe dar um abraço. "Eu sei a dor que ela sente. Eu perdi duas", disse se referindo à filha e à neta.

Na frente dos jornalistas durante a reconstituição do caso Ághata hoje à noite, ela lamentou a morte da garotinha e lembrou que ainda aguarda a punição dos culpados. "Quantas Ágathas, quantas Karolaynes vão ter que morrer para alguém fazer alguma coisa?", desabafou chorando.

O advogado Rodrigo Mondego, integrante da Comissão de Direitos Humanos OAB-RJ, informou que o grupo deve passar a acompanhar o caso de Jaqueline assim como já faz com a família de Ághata.

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