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Preso em Campinas libanês "Sheik", chefe do tráfico internacional de drogas

Casa de Sheik em Valinhos (SP) tinha banheira de ouro e piso de mármore - Divulgaçã
Casa de Sheik em Valinhos (SP) tinha banheira de ouro e piso de mármore Imagem: Divulgaçã

Eduardo Schiavoni

Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto (SP)

19/10/2019 12h16

Apontado como chefe do tráfico internacional de drogas, o libanês Joseph Nour Eddine Nasrallah, o Sheik, 53 anos, foi preso pela Polícia Civil de São Paulo em um flat em Campinas (SP) nesta sexta-feira (18). Ele foi levado para São Paulo e, de lá, enviado a um local não revelado pelas autoridades.

O libanês integrava a lista dos 20 criminosos mais procurados do Brasil, feita pela inteligência das polícias estaduais e federal, sob coordenação do Ministério da Justiça. Ele estava foragido desde maio de 2016, depois de conseguir um habeas corpus do SFT (Supremo Tribunal Federal) para deixar a cadeia onde cumpria pena.

A reportagem não conseguiu contato com Luiz Eduardo Kuntz, advogado de Sheik nesse processo.

Casa avaliada em R$ 40 milhões

Sheik fixou residência em Valinhos (SP), onde construiu uma casa avaliada em R$ 40 milhões, que virou ponto turístico na cidade. A construção ocupa área de 5.000 metros quadrados, com pé direito de 15 metros e mimos como banheira de ouro, avaliada em mais de R$ 250 mil, e piso de mármore.

Cocaína para Europa, EUA e África

Segundo as autoridades, o esquema chefiado por Sheik incluía a compra de cocaína em países da América do Sul e o transporte para Europa, Estados Unidos e África.

De acordo com as investigações, Sheik usava transporte marítimo, em contêineres, e também "mulas" que embarcavam no Brasil com a droga no corpo ou em malas e faziam a distribuição.

Histórico

Sheik foi preso pela primeira vez em 2007, em decorrência de investigações da Operação Kolibra, da Policia Federal. A investigação contou com cooperação internacional com as polícias da Espanha, Portugal e da Bélgica e prendeu 54 pessoas que tinham ligação com a quadrilha.

No total, foram apreendidas aproximadamente 3,4 toneladas de cocaína e, segundo a polícia, o grupo criminoso movimentou mais de 1 milhão de euros (R$ 4,6 milhões) e 800 mil dólares (o equivalente R$ 3,3 milhões).

Por conta das investigações, ele foi indiciado por associação criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, mas os dois primeiros crimes prescreveram. Ele permaneceu preso até 2013, quando acabou solto depois de o Supremo Tribunal Federal conceder a ele um habeas corpus.

Em maio de 2016, ele acabou condenado, em segunda instância, a dez anos de reclusão por tráfico de drogas e foi novamente preso, mas novamente acabou solto pelo STF através de um habeas corpus. Um mês depois, a decisão foi revista, mas ele já estava foragido. Desde então, era procurado pelas autoridades.

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