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Acusado por homicídio de Vitória Gabrielly é condenado a 34 anos de prisão

Divulgação/Arquivo Pessoal
Imagem: Divulgação/Arquivo Pessoal

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/10/2019 22h06

O servente de pedreiro Júlio Ergesse, 25, foi condenado a 34 anos de prisão pela participação do assassinato da menina Vitória Gabrielly, que tinha 12 anos, morta em junho de 2018. Ele foi considerado culpado por júri popular após mais de 11 horas de julgamento no dia de hoje, no Fórum de São Roque (SP).

Júlio que negou ser o assassino, pegou 18 anos de prisão por homicídio, um ano e seis meses por ocultação de cadáver e três anos por sequestro. O homicídio teve quatro qualificadoras: motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e assegurar a ocultação e impunidade de outro crime. A pena foi aumentada pela não possibilidade de defesa da vítima.

Vitória desapareceu no dia 8 de junho de 2018, quando ela andava de patins na rua em Araçariguama, pequena cidade a 55 km de São Paulo. Seu corpo foi encontrado oito dias depois, amarrado a uma árvore.

O réu está preso desde junho do ano passado, quando foi denunciado por um amigo. Segundo relatos e investigação da polícia, Vitória teria sido morta por engano. Além de Júlio, há mais três suspeitos de participarem do assassinato. Não há outros julgamentos marcados por enquanto.

Como foi o julgamento

O julgamento, iniciado às 9h, ouviu ao todo 13 testemunhas: quatro de acusação, que falaram primeiro, e nove da defesa. O réu depôs por pouco mais de 1h e confirmou a participação no sequestro de Vitória.

A teoria das investigações, que foi apresentada no tribunal, é que a menina foi morta como "queima de arquivo" depois de ter sido sequestrada por engano. O objetivo do grupo era raptar a irmã de um usuário de drogas para cobrar uma dívida do tráfico. Quando entenderam que ela não era quem eles procuravam, foi morta.

Em um dos depoimentos, um conhecido de Júlio reforçou a história de que o servente havia contado ter participado do crime. Júlio foi preso após a denúncia desta testemunha, de nome não divulgado, à polícia. A conversa teria ocorrido no dia 11 de junho, três dias após o desaparecimento do corpo da jovem.

A delegada responsável pela investigação em Araçariguama, Bruna Racca, também foi ouvida. Segundo ela, cães farejadores não colocaram Júlio no local do crime e foi ressaltado que ele sempre negou ter participado da execução.

Outra testemunha também foi ouvida para falar sobre a participação do casal Bruno Marcel, 33, e Mayara de Abrantes, 24, no crime. Júlio, o primeiro a ser preso, aponta-os como executores do crime. Segundo a polícia, cães farejadores rastrearam indícios da presença da menina na casa dos dois.

Depois de mais de 11h, o júri, composto por cinco mulheres e dois homens, declarou Júlio culpado. O juiz Flávio Roberto de Carvalho, da 1ª Vara Criminal de São Roque, sentenciou-o a 34 anos de prisão.

De acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em sua decisão, o juiz destacou a extrema frieza do acusado ao praticar o crime, "calculista e com requintes de sadismo" e lembrou ainda que o réu já se envolveu em crimes graves.

Relembre o caso

Vitória Gabrielly foi sequestrada no dia 8 de junho de 2018 quando andava de patins na rua perto da sua casa, em Araçariguama. Ela ficou desaparecida por oito dias, até seu corpo ser encontrado à beira de uma estrada de terra na área rural da cidade.

De acordo com o divulgado pela polícia à época, seu corpo estava amarrado à uma árvore, com pés e mãos atados. Ela vestia a mesma roupa do dia do sequestro e os patins foram encontrados perto do local.

O caso comoveu a pequena cidade da região de Sorocaba. Cerca de 2 mil pessoas foram ao enterro.

Por causa de um recurso, Bruno e Mayara ainda não têm julgamento marcado, mas também devem enfrentar júri popular. Além dos dois, Odilan Alves, 35, apontado como o chefe do tráfico na região, foi preso em maio deste ano, acusado de ser o mandante do crime.

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