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Estudante de direito morre ao ser atingida por engano com garrafa em festa

Reprodução/redes sociais
Imagem: Reprodução/redes sociais

Abionan Santiago

Colaboração para o UOL, em Ponta Grossa (PR)

03/11/2019 14h01Atualizada em 04/11/2019 09h19

Resumo da notícia

  • Luana Farias de Oliveira, 20, estava acompanhada do marido, que também não participava da briga e não se feriu
  • Festa foi em Campo Grande (MS); ela comemorava promoção na farmácia onde trabalhava
  • Há dois suspeitos, mas ninguém havia sido preso ainda

Uma estudante de Direito, de 20 anos, morreu na madrugada de hoje ao ser atingida por engano por uma garrafa quebrada durante uma confusão em uma festa no centro comunitário do bairro Universitário, em Campo Grande (MS). Segundo a Polícia Militar (PM), o objeto atingiu a vítima no pescoço. A jovem não tinha nenhum envolvimento na confusão.

A vítima, Luana Farias de Oliveira estava acompanhada do marido, que também não participava da briga e não se feriu. Ele disse à polícia que a esposa reclamou de um ferimento e logo depois desmaiou, sendo levada por amigos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no mesmo bairro.

No Facebook, a irmã da vítima, relatou que Luana comemorava uma promoção de cargo na farmácia onde trabalhava.

A jovem morreu depois de sofrer paradas cardíacas. Além do ferimento no pescoço, o objeto atingiu o lado esquerdo do rosto e do braço.

O caso aconteceu por volta de 2h. A Polícia Militar informou que foi acionada pouco antes da briga por perturbação de sossego, mas que ao chegar ao local, a festa já havia acabado.

A irmã da vítima, Jéssica Farias, informou sobre a morte de Luana aos amigos e familiares pelo Facebook. Ela relatou que Luana, que dividia os estudos com o trabalho de atendente de farmácia, comemorava o dia de folga no serviço e a promoção para um cargo melhor.

"Minha linda estava tão feliz ontem que subiu de cargo no serviço, ia pegar folga hoje e queria comemorar. Tão jovem, tão linda, tão inteligente e querida. Não tinha maldade. Eu não acredito que isso aconteceu com você", comentou a irmã.

A morte da universitária está registrada como homicídio na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Vila Piratininga, que tem dois suspeitos de participar da briga, apontados por uma testemunha ouvida na manhã deste domingo. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado no primeiro parágrafo deste texto, o bairro Universitário não fica localizado na zona norte de Campo Grande (MS). A informação foi corrigida.

Cotidiano