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Homem morre após esposa queimá-lo com acetona para se vingar, diz polícia

Bruna Alves

Colaboração para o UOL

02/11/2019 22h51

Um homem morreu na tarde de ontem após sua esposa, segundo a polícia, atear fogo em seu corpo utilizando acetona e um isqueiro. Tercio Andrade Ferreira, 26, estava internado no Hospital de Emergência e Trauma, em Campina Grande (PB), teve 80% do corpo queimado e morreu por conta dos ferimentos.

Segundo a polícia, após a morte do marido, a mulher se apresentou na delegacia e confessou o crime. Responsável pelo caso, a delegada de homicídios da cidade, Nercília Dantas, disse que o casal iniciou uma briga no último dia 21 após a mulher ter descoberto uma traição do marido.

"Ele confessou essa traição, segundo a mulher. Depois, ela disse que jogou acetona enquanto ele dormia, ele acordou e começou a agredi-la. Ela disse que estava com um isqueiro na mão, soltou uma faísca e acabou pegando fogo", diz a delegada.

De acordo com o depoimento prestado por ela à polícia, ao ver o corpo do marido em chamas, a mulher disse ter se arrependido e tentado ajudá-lo. Ela deu banho no marido e o levou à casa dos sogros. De lá, o homem foi socorrido ao hospital.

Para a polícia, a mulher alegou que incendiou o corpo do marido em um momento de raiva, movida pelo ciúme e pelo álcool, mas afirmou que a intenção era apenas "dar um susto."

Segundo a delegada, o crime foi denunciado ontem, após a morte do homem. Até então, ninguém havia procurado a polícia para prestar queixa.

"Ele chegou na casa dos pais acusando a mulher de ter tocado fogo nele, mas os detalhes e as circunstâncias ainda vão ser apurados no inquérito. Mas por enquanto, isso já está esclarecido, porque ela confessou", explica Nercília.

Após prestar depoimento, a mulher foi liberada e deve responder ao processo em liberdade.

"Ela não foi presa porque a família não denunciou a tentativa de homicídio. A vontade dela era ficar presa, mas não existia nem um mandado ainda e nem um flagrante. A questão da prisão preventiva e cautelar é uma exceção. A prisão não é automática", finaliza.

Cotidiano