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Pizzaria é fechada após dono com suspeita de coronavírus furar isolamento

Pizzaria em Socorro, no interior de São Paulo, é fechada após dono furar isolamento - Divulgação/Prefeitura de Socorro
Pizzaria em Socorro, no interior de São Paulo, é fechada após dono furar isolamento Imagem: Divulgação/Prefeitura de Socorro

Felipe de Souza

Colaboração para o UOL, em Campinas (SP)

26/03/2020 15h45

Um empresário em Socorro (SP), a 131 km da capital, suspeito de ter contraído o coronavírus, ignorou as determinações médicas, não assinou os documentos que são obrigatórios nesses casos e decidiu abrir sua pizzaria que fica no centro da cidade turística, que pertence ao chamado "Circuito das Águas Paulista".

Na noite de ontem, equipes da prefeitura que passavam pelas ruas para verificar se a quarentena estava sendo cumprida conforme determinação do governo do Estado viram que empresário José Bezerra Maciel abriu a pizzaria e estava trabalhando normalmente. O local foi fechado e o dono obrigado a se manter isolado em casa.

De acordo com a administração pública, após ser atendido pelo médico da Unidade Básica de Saúde Aparecidinha anteontem, e constatados os sintomas da covid-19, o empresário se recusou a assinar o termo de consentimento livre e esclarecido, que o obrigaria a ficar isolado.

Esse documento foi criado pela portaria n° 356/2020 do Ministério da Saúde, que trata sobre a pandemia da covid-19 e determina que o isolamento deve durar 14 dias.

"O empresário também se recusou a assinar o termo de isolamento social. Nesse caso, a Vigilância em Saúde é obrigada a informar sobre a situação ao Ministério Público", afirmou a prefeitura, em uma nota publicada nas redes sociais.

Maciel afirma que não foi coletado exame para confirmar se ele tem o coronavírus ou não, medida que já não é mais necessária desde o decreto de calamidade pública, e se disse revoltado com a decisão de fechar o estabelecimento.

"Me trataram como se eu fosse um bandido perigoso. Disseram até para um funcionário que ele seria preso se vissem ele na rua. Vou ter que ficar em casa senão pago multa de R$ 500 por 'furar' a quarentena", disse.

Em nota enviada ao UOL, a secretaria de saúde de Socorro informou que qualquer pessoa que tenha sintoma da doença será considerado caso suspeito.

"O paciente se recusou a assinar o termo estabelecido pela portaria do Ministério da Saúde e não se isolou, conforme determinação. Em casos suspeitos da doença, o paciente deve manter o isolamento obrigatório por 14 dias. A equipe da Vigilância em Saúde continuará atuando, caso necessário, para o fechamento de estabelecimentos que descumpram as regras estabelecidas pela portaria federal ou decretos estaduais e municipais, sempre prezando pelo bem estar da população", diz o texto.

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