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Polícia de SP nega arrastões na cracolândia durante quarentena por covid-19

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

06/04/2020 14h00

Na última semana, voltaram a circular como se fossem atuais vídeos antigos de depredações e de tumultos na região da cracolândia, no centro de São Paulo, incluindo um episódio que terminou com tiros, agressões e roubo de arma de um guarda municipal.

A Polícia Civil de São Paulo afirmou ao UOL, hoje, que os boatos de ataques na região central de São Paulo agora, em meio ao isolamento necessário devido à covid-19, são "fake news".

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou à reportagem, por meio de nota, que não recebeu, entre ontem e hoje, nenhum chamado de ocorrência na região da cracolândia. Não houve acionamento da PM (Polícia Militar) e também não houve operação da Polícia Civil, segundo a pasta.

Um vídeo produzido pela SSP mostra Roberto Monteiro, delegado titular da 1ª Seccional Centro, e o chefe dos investigadores da 1ª Seccional, Luiz Zaparolli, desmentindo os boatos, como estratégia para acalmar a população.

"Tudo o que está correndo nas redes sociais sobre o centro, dizendo que está tendo arrastões, depredações, dano ao patrimônio público, até assaltos praticados por pessoas que vivem na cracolândia e são usuários de drogas, nada disso está acontecendo", afirma o delegado Monteiro.

O delegado complementou que tando a Polícia Civil quanto a Polícia Militar e a GCM (Guarda Civil Metropolitana) estão se empenhado. Segundo ele, a população tem ajudado o trabalho da polícia, mantendo a ordem e o isolamento social. "Não acreditem em fake news", acrescentou.

Chefe dos investigadores do centro, Zaparolli complemetou dizendo que a polícia está monitorando, em tempo integral, tudo o que está ocorrendo na região. Os policiais pediram para a população ficar em casa, seguindo orientação de quarentena definida pelo governo estadual.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que, durante a quarentena, houve queda de 56% no número de roubos e furtos de celulares em todo o estado. Os dados são provisórios. A previsão é de que os dados oficiais de março sejam divulgados em 24 de abril.

De acordo com a pasta, "independentemente do número de pessoas em circulação, todas as atividades de policiamento preventivo, ostensivo, judiciária estão mantidas e são realizadas diuturnamente, de acordo com as escalas e jornadas estabelecidas".

Ainda segundo a secretaria, "o patrulhamento em áreas residenciais, bem como nas proximidades de hospitais, farmácias e supermercados foi intensificado, sem prejuízo aos demais programas de patrulhamento e o atendimento às chamadas de emergência".

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