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Mulher arranca faixas durante manifestação no Espírito Santo

Vinícius Rangel

Colaboração para o UOL, do Espírito Santo

21/06/2020 15h39Atualizada em 21/06/2020 17h28

O dia de hoje na Praia de Camburi em Vitória, na região metropolitana no Espírito Santo, amanheceu com 130 cruzes pregadas na areia. O ato, organizado pelo Fórum Capixaba em Defesa da Vida das Trabalhadoras e Trabalhadores, era em homenagem às 1.297 pessoas que morreram por causa da covid-19 no estado capixaba.

No final da manhã, uma mulher que caminhava pela orla sem máscara de proteção, ainda não identificada, ficou revoltada com a manifestação pacífica. Ela arrancou as faixas que estavam fixadas em cercas de madeira e agrediu verbalmente quem estava no local. Um vídeo gravado por um dos manifestantes mostra o momento em que a mulher comete o ato.

Nas faixas, estavam críticas ao governo federal e pedidos para a saída do presidente Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão. A mulher visivelmente alterada, não concordava com o ato e durante o vídeo ela chega a dizer que "isso não é democracia" e também "meu presidente foi eleito. Deixa ele terminar o mandato dele". Claramente se declarando bolsonarista.

Um dos organizadores do ato, o técnico em administração, Toni Gomes, disse que foi avisado por um popular que a mulher estava retirando as faixas. "Corremos até lá pra ver o que estava acontecendo e ela estava tirando todas as faixas, dizendo que era democracia, que ela podia fazer isso. Era direito dela e ofendendo todo mundo que estava ali. Não estávamos agredindo ninguém. Era um ato pacífico".

A moradora de Vitória carregou a faixa por alguns metros com um homem ao lado, até que foi surpreendida por um participante que retirou os objetos da mão dela. Novamente a mulher fica nervosa e chamou os manifestantes de "doentes". Esse momento também foi gravado por um dos manifestantes na praia.

A mulher foi embora em direção ao bairro Jardim Camburi. A Polícia Militar não foi acionada, mas segundo Toni, eles devem registrar ainda na tarde de hoje um boletim de ocorrência do caso. "Nós estávamos ali cumprindo o nosso direito de manifestar e cobrar melhorias do governo. As pessoas continuam morrendo e muita gente ainda acha que é brincadeira", finalizou Toni.

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