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RJ: Polícia nega falha de inteligência e diz que decisão do STF barra ações

Felipe Curi, subsecretário operacional da Polícia Civil do Rio do Janeiro, na GloboNews - Reprodução/GloboNews
Felipe Curi, subsecretário operacional da Polícia Civil do Rio do Janeiro, na GloboNews Imagem: Reprodução/GloboNews

Do UOL, em São Paulo

27/08/2020 19h24

A Polícia Civil do Rio de Janeiro negou qualquer falha no serviço de inteligência em relação aos confrontos entre facções rivais no Complexo do São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, que começaram na noite de ontem e seguiram hoje.

O subsecretário operacional da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, disse que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) impede ações preventivas.

"Não houve qualquer tipo de falha questão da inteligência. O que a polícia tinha há duas semanas era uma informação sobre movimentação de criminosos nessa região, mas sem qualquer indicativo de que haveria qualquer disputa territorial envolvendo o Complexo de São Carlos. Por conta dessa decisão do STF que determina que a polícia só pode agir em hipóteses absolutamente excepcionais, essas informações de inteligências que até então não indicavam qualquer tipo de invasão nessa região, não puderam ser checadas", declarou em entrevista para a GloboNews.

Desde junho, uma liminar do Supremo determina a proibição de ações policiais em favelas do Rio de Janeiro durante a pandemia do novo coronavírus.

"A polícia tem a informação de inteligência, mas tem que fazer atividade de campo para checar se aquela informação procede ou não. Se a polícia fosse a campo para checar essa informação, estaria desrespeitando a decisão do STF e estaria sujeita a responsabilização civil, criminal ou administrativa. Ou seja, a decisão impede que a polícia aja de forma preventiva. Só autoriza que aja de forma reativa, como está fazendo agora, quando a situação já ocorreu", continuou Curi.

"Esse processo de checagem está limitado por conta dessa questão excepcional. A decisão não diz o que é excepcional, causa insegurança jurídica absurda na polícia no sentido de não mencionar o que pode ser feito ou não", concluiu.

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