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MPMG denuncia sócios, engenheiros e técnicos da cervejaria Backer

Cerveja Belorizontina, da Backer - Divulgação/Backer
Cerveja Belorizontina, da Backer Imagem: Divulgação/Backer

Do UOL, em São Paulo

04/09/2020 18h12

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) ofereceu hoje uma denúncia contra os sócios-proprietários e responsáveis técnicos da Cervejaria Backer. O motivo foi a contaminação de cerveja, com produto tóxico, fabricada e vendida pela empresa. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas à Justiça.

De acordo com o MPMG, os três sócios-proprietários da empresa, que também atuavam como proprietários e gerentes do negócio, venderam, distribuíram e entregaram a consumo chope e cerveja adulterados. Tudo teria acontecido entre 2018 e 9 de janeiro de 2020.

Além deles, sete engenheiros e técnicos responsáveis pela fabricação da cerveja também foram denunciados. Segundo o MPGM, eles agiram com dolo eventual ao produzir um produto com chances de estar adulterado.

"Os engenheiros e técnicos responsáveis pela produção de cerveja assumiram o risco de fabricarem produto adulterado, impróprio a consumo, que veio a causar a morte e lesões corporais graves e gravíssimas a inúmeras vítimas", aponta a denúncia da promotora de Justiça Vanessa Fusco.

Sócios-proprietários, técnicos e engenheiros também respondem "por deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado."

O MPMG aponta que pena prevista para os sócios-proprietários e para os responsáveis técnicos pode ir de quatro a oito anos de prisão, ainda acrescida da metade pelas lesões corporais e, em dobro, pelos homicídios, para cada uma das vítimas. Já os responsáveis técnicos ainda respondem pelos homicídios e lesões corporais de forma culposa, com possíveis penas de um a três anos e ainda mais dois meses a um ano de prisão.

Por último, também foi denunciada uma testemunha que supostamente apresentou declarações falsas no inquérito policial.

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