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Pastora diz em culto para "meter a mão na cara e pisar no pescoço de filho"

Felipe de Souza

Colaboração para o UOL, em Campinas (SP)

25/10/2020 10h12Atualizada em 26/10/2020 09h33

Um vídeo de uma pastora evangélica que diz que filhos que batem ou enfrentam os pais têm que receber "uma mão na cara e uma pisada no pescoço" viralizou nas redes sociais neste fim de semana. A gravação foi feita durante um culto da pastora Adriele da Silva Ota, da Assembleia de Deus em São Paulo, no mês passado. Em entrevista ao UOL ela disse que a frase está descontextualizada e que nunca quis incitar a violência.

Adriele é pastora há nove anos na comunidade do Tijuco Preto, região do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo. A imagem que caiu nas redes foi gravada por um fiel que estava no culto, e começa alguns segundos antes de a pastora dizer as frases. Rapidamente, viralizou no Twitter e Facebook. Mas, segundo Adriele, em conversa com o UOL, tudo não passou de um mal-entendido.

"Eu falo de um jeito que é para a população entender. Jamais diria para um pai ou mãe bater no próprio filho, mesmo que ele tenha feito isso com eles. A frase é uma metáfora para dizer 'olha, você precisa mostrar quem é que manda em casa, não pode deixar seu filho fazer o que quiser, tem que mostrar qual é a regra'", diz Adriele.

A pastora tem três filhos, um deles pastor-mirim. O marido também prega em cultos. "Nossa vida é um livro aberto. Não temos nada a esconder", afirma Adriele.

Nas redes sociais, muitas pessoas demonstraram apoio a Adriele, enquanto outras comentavam que "ela não era uma seguidora de Deus". "Essas frases negativas não me abalaram, de jeito nenhum. Eu sei que o que falei parece ser muito grave, mas também sei que todos que estavam naquele dia entenderam o contexto".

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou o vídeo desta matéria, o Itaim Paulista fica na zona leste de São Paulo, e não na zona sul. A informação foi corrigida.

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