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Menino com câncer realiza sonho e 'vira' bombeiro por um dia em Goiás

Yvan no quartel de Senador Canedo (GO) com os irmãos Vyctor e John - Acervo pessoal
Yvan no quartel de Senador Canedo (GO) com os irmãos Vyctor e John Imagem: Acervo pessoal

Felipe Munhoz

Colaboração para o UOL, em Lençóis (BA)

30/10/2020 14h39

Um menino de 12 anos que luta contra um câncer no fígado realizou ontem o sonho de viver um dia como bombeiro, em Senador Canedo (GO), na região metropolitana de Goiânia. Yvan Guilherme Pacífico Miranda foi "convocado" pelos Bombeiros e pôde acompanhar de perto as atividades da corporação.

Yvan dizia desde pequeno que queria ser bombeiro e salva-vidas para ajudar as pessoas. "Quando chegou lá ontem, ele ficou tão feliz que, quando fomos colocar o uniforme que deram para ele, me disse: 'Papai, acho que estou sonhando. Me belisca, papai'. Daí eu belisquei e ele disse: 'Acho que é verdade mesmo então, né?'", contou o pai do garoto, Ygor Palacios Miranda, de 38 anos.

A iniciativa foi organizada por uma amiga da família, que teve a ideia de fazer uma surpresa para Yvan. O pai aceitou a sugestão e segurou o segredo até o dia combinado. "Eu fiquei muito contente. Foi um dia muito especial. Ele só não gostou porque falou que eu menti para ele, porque foi surpresa", comentou o pai aos risos.

Depois de conhecer o quartel e as atividades realizadas pelos "novos colegas", Yvan saiu pelo quarteirão em uma viatura e ganhou um uniforme de bombeiro mirim. "Ele gostou tanto que, logo quando acordou, hoje cedo, quis colocar o uniforme dizendo que alguém poderia precisar da ajuda dele. Quando foi tirar um cochilo, não quis nem tirar o coturno, pois disse que precisava estar pronto", lembrou Palacios.

Família precisa de ajuda

O pai de Yvan se define como um "faz tudo": entende de elétrica, encanamentos, construção e manutenções em geral. Porém, está desempregado e vive de "bicos". Além de Yvan, ele também é pai de Vyctor Hugo, 10 anos, e John Alisson, 7 anos.

"Os remédios dele para tratar o câncer dão cerca de R$ 585 por mês. Fora outros medicamentos para alergia e outras coisas. É muito caro e só estamos conseguindo porque estamos recebendo ajuda", afirmou Palacios, que disse ainda que o que ganha com os "bicos" usa para comprar alimentos.

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