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3 meses

Empresa de ônibus envolvido em acidente em SP rodava ilegalmente desde 2019

Do UOL, em São Paulo

25/11/2020 21h52Atualizada em 25/11/2020 22h00

A Star Fretamento e Locação Eirelli EPP, empresa responsável pelo ônibus envolvido em um acidente em Taguaí, no interior de São Paulo, não tem registro para transporte de passageiros e roda ilegalmente desde 11 de outubro de 2019, segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).

Só em 2020, foram registradas pelo menos três infrações pela empresa: em 3 de março, ela foi multada por fazer fretamento irregular na Rodovia Raposo Tavares, próximo ao km 296, ao transportar 30 estudantes que saíram da cidade de Fartura rumo a Avaré. A Star foi autuada e multada e o veículo, retido.

No mesmo dia, uma nova multa foi aplicada à empresa por transportar, novamente de forma irregular, 43 estudantes com mesma origem e destino. Dois dias depois, em 5 de março, um novo fretamento irregular, desta vez de 15 passageiros, foi interceptado na Rodovia Raposo Tavares, altura do km 372, em Ourinhos.

O acidente em Taguaí deixou 41 mortos e 12 feridos. A batida entre o ônibus da Star e um caminhão aconteceu na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, entre Taguaí e Taquarituba, na região de Avaré. O Corpo de Bombeiros de Piraju disse ter recebido o primeiro chamado para atender a ocorrência às 6h45.

Segundo a Polícia Militar, o acidente ocorreu no km 172 da rodovia, em Taguaí, e o ônibus transportava funcionários de uma empresa têxtil, para o trabalho. O UOL apurou que a fábrica é a Stattus Jeans, mas a empresa diz que não tinha relação com o transporte dos empregados.

Mapa mostra localização onde ônibus e caminhão bateram, com mais de 40 mortes - Arte/UOL - Arte/UOL
Mapa mostra localização onde ônibus e caminhão bateram, com mais de 40 mortes
Imagem: Arte/UOL

Quinze vítimas ainda não foram identificadas porque estavam sem documentos, segundo o coronel Walter Nyakas Júnior, coordenador da Defesa Civil de São Paulo.

"Eles [21 mortos identificados] foram direcionados às [suas] cidades, a maioria deles ao município de Itaí. Ainda há 15 corpos que têm uma dificuldade de identificação. Muitos desses 15 não estavam com documentos, e há uma dificuldade de localização dos parentes também", disse Nyakas Júnior à CNN Brasil.

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