Cidade viveu 'noite de terror', diz prefeito de Criciúma (SC) após assalto
O prefeito de Criciúma (SC), Clésio Salvaro (PSDB), disse hoje que a cidade viveu "uma noite terror" após o município ser alvo de um assalto a banco durante a madrugada. A ação criminosa, que chegou a contar com cerca de 30 bandidos de acordo com a polícia local, fez com que a população ficasse acordada durante a noite, segundo o prefeito.
"Criciúma viveu uma noite atípica, uma noite diferente, uma noite de terror para os padrões da nossa cidade. Realmente algo muito surreal, diferente de tudo que estamos acostumados a viver. O criciumense passou quase que toda uma noite acordado", disse Salvaro em entrevista à CNN Brasil.
Os criminosos levaram pânico à cidade ao assaltar duas agências do Banco do Brasil. Na ação, eles fizeram barricadas com carros, espalharam explosivos e fizeram pessoas de reféns para usar como escudo e impedir a aproximação de policiais. Duas pessoas ficaram feridas, um vigia e um policial militar, que foi operado e está internado em estado grave. Os bandidos fugiram sem ninguém ser preso.
"Essa quadrilha chegou ao município de Criciúma muito bem preparada, devem ter ficado aqui alguns dias estudando detalhe por detalhe da nossa cidade", comentou o prefeito.
Durante a madrugada, Salvaro gravou um vídeo e pediu para que a população de Criciúma ficasse em casa.
Hoje pela manhã o prefeito afirmou que as informações preliminares são de que os bandidos usaram de dez a 12 veículos, "todos eles carros importados com placas adulteradas ou sem placa", para chegarem à cidade. No total, Salvaro disse que a quadrilha podia ter até 50 pessoas e estavam "fortemente armados".
Horas depois da ação, dez carros usados no assalto foram encontrados pela polícia abandonados em uma plantação de milho em Nova Veneza (SC), cidade que fica a cerca de 20 quilômetros de Criciúma.
"As vidas foram salvas, protegidas. Agora o que a polícia tem que fazer é colocar toda sua inteligência em busca de capturar esses marginais que trouxeram o terror à nossa cidade e que certamente, pelo know-how que eles têm, certamente vão chegar a outras cidades também pelo interior do país", disse Salvaro.
Como relatou o prefeito, durante a ação a polícia evitou trocar tiros com os bandidos. Salvaro também disse que as pessoas feitas reféns pelos criminosos eram seis funcionários da prefeitura que pintavam calçadas no centro da cidade.
Até agora, apenas quatro pessoas foram presas suspeitas de terem recolhido parte do dinheiro que ficou espalhado pelas ruas da cidade na ação criminosa. A polícia investiga se elas teriam relação com o bando que fez os assaltos.
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