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Disparo que matou criança em MG foi feito por primo de 10 anos, diz perícia

Mulher de 29 anos foi indiciada, informou a polícia - Divulgação/PCMG
Mulher de 29 anos foi indiciada, informou a polícia Imagem: Divulgação/PCMG

Elisângela Baptista

Colaboração para o UOL, em Juiz de Fora (MG)

29/12/2020 16h54

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre um crime ocorrido no dia 19 de novembro de 2020 em Betim (MG). As suspeitas iniciais eram de que um garoto de 9 anos teria morrido ao manusear uma arma de fogo, mas, ao concluir as investigações, a PCMG entendeu que o disparo que matou a criança partiu do primo, de 10 anos, quando os dois brincavam na casa da tia deles.

O delegado responsável pelo caso, Otávio Luiz de Carvalho, indiciou a mulher de 29 anos, que, segundo ele, negligenciou a guarda dos sobrinhos. De acordo com as apurações, os meninos haviam brincado com as armas que estavam na casa da tia no dia anterior, enquanto ela estava dormindo. Na data dos fatos, a mulher saiu da residência e deixou os meninos com uma adolescente de 16 anos, que estava tomando banho no momento em que a criança, de 10, efetuou um disparo, atingindo as costas do garoto de 9 anos.

Segundo Carvalho, durante as investigações, a criança de 10 anos contou duas versões diferentes sobre o fato. Na primeira, dada à polícia militar, o menino afirmou que o primo se feriu sozinho, mas na delegacia o garoto disse que foi tentar tomar a arma dele quando houve o disparo.

"Entretanto, de acordo com os laudos periciais, fica patente que o disparo foi feito pela criança de 10 anos contra a criança de 9 anos. Tanto que o tiro atinge as costas e sai no tórax", afirma o delegado.

Otávio Carvalho contou também que, durante o inquérito, a investigada disse que não sabia das armas no local, que pertenciam ao ex-companheiro dela, assassinado em abril deste ano e que possuía envolvimento em crimes de tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo. Porém, de acordo com as apurações, este desconhecimento era impossível. "O sofá ficava no centro da casa, ali na sala, e essas armas estavam na frente do sofá, na parte de baixo. Era só levantar um pano que as crianças tinham acesso às armas", disse.

A mulher foi indiciada por homicídio culposo, posse ilegal de arma e omissão de cautela. O menino de 10 anos não responde por não se submeter ao Estatuto da Criança e do Adolescente.