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Após duas tentativas, PM interrompe festa clandestina com 781 pessoas em SP

Aglomeração em festa na zona sul de SP - 24.jan.2021 - Reprodução/Twitter
Aglomeração em festa na zona sul de SP Imagem: 24.jan.2021 - Reprodução/Twitter

Luís Adorno e Marcelo Oliveira

Do UOL, em São Paulo

25/01/2021 12h28Atualizada em 25/01/2021 12h32

A PM (Polícia Militar) teve de ir duas vezes, durante a manhã e a tarde de ontem, até um sítio na região do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, para interromper e esvaziar uma festa clandestina com 781 pessoas. Segundo a polícia, 234 pessoas nem sequer levaram máscaras para se proteger no local.

A festa, que aconteceu na Mansão Paradiso, que fica na estrada da Cumbica, próximo da represa de Guarapiranga, foi denunciada pelos perfis "Brasil Fede Covid", tanto no Twitter quanto no Instagram. Quem se identificou como organizador do evento para a polícia foi Paulo Galdino da Silva, 34. O UOL tentou entrar em contato com ele, mas não teve resposta.

De acordo com os PMs que foram até o local, eles chegaram até a festa às 11h50 de ontem, após denúncias de que estaria ocorrendo um evento de perturbação de sossego e que o mesmo já havia acontecido em outras oportunidades. Após a PM chegar, o organizador foi levado até o 47º DP (Distrito Policial), no Capão Redondo, onde um BO foi registrado às 15h10.

Segundo a Polícia Civil, Silva afirmou que "combinou com alguns amigos para se reunir no sítio de propriedade de um conhecido" e que, pelo local ser grande, com cerca de 10 mil m², os frequentadores poderiam ficar espalhados, com distanciamento. A PM afirmou que os frequentadores do evento foram dispersados quando Silva era levado à delegacia.

Mas não foi o que aconteceu. Enquanto o organizador era apresentado na delegacia, o local voltou a encher de gente. De acordo com o perfil "Brasil Fede Covid", PMs foram corrompidos: organizaram a ida de todos para o estacionamento do local, registraram em fotos que o local se esvaziou e levaram Silva para o DP. PM e Polícia Civil não se posicionaram sobre o assunto.

Por meio de nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) disse que "inicialmente, policiais do 37º BPM/M chegaram ao local e depois equipes do 2º Batalhão de Choque atuaram na dispersão do evento. O organizador do evento foi identificado e encaminhado ao 47ºDP (Capão Redondo), onde foi registrado um Termo Circunstanciado".

Em um BO complementar, elaborado às 17h59 de ontem, foi documentado que uma representante da Vigilância Sanitária foi até o local, com apoio de PMs do Batalhão de Choque, enquanto Silva era apresentado na delegacia. Lá, ela constatou que havia 781 pessoas sendo que, dessas, 234 estavam sem máscaras.

"O local foi autuado pelo descumprimento do decreto do uso obrigatório das máscaras, do distanciamento e aglomeração. Foi autuado também pela obstrução, pois houve dificuldade de entrar no local", disse a Polícia Civil, na ocorrência. Depois disso, o local foi esvaziado de vez.

O caso foi registrado no como crime de incolumidade pública e de infração de medida sanitária preventiva consumada. Foi elaborado um termo circunstanciado pelas restrições de aglomerações em virtude da pandemia de covid-19.

A SSP informou que a PM deu apoio aos fiscais da Vigilância Sanitária estadual na ação de fiscalização que encerrou o evento no endereço mencionado pela reportagem.

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