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Conteúdo publicado há
8 meses

Idosa que sobreviveu uma semana em mata é internada com covid-19 no CE

Rita de Cássia Paulino, encontrada no dia 22 após 7 dias em mata no Ceará, foi internada por complicações da covid - Reprodução/Corpo de Bombeiros
Rita de Cássia Paulino, encontrada no dia 22 após 7 dias em mata no Ceará, foi internada por complicações da covid Imagem: Reprodução/Corpo de Bombeiros

Ed Rodrigues

Colaboração para o UOL

31/03/2021 19h49Atualizada em 01/04/2021 08h23

Uma idosa de 73 anos que foi resgatada no dia 22 de março após uma semana perdida em uma região de mata no Ceará testou positivo para covid-19 logo depois do episódio e precisou ser internada.

Por ter sido encontrada com muitos arranhões pelo corpo, e debilitada pela alimentação restrita a capim, Rita de Cássia Paulino teve que passar por uma avaliação no hospital antes de voltar para casa. Todos os familiares que moram com a senhora também se infectaram.

Por conta dos agravamentos dos sintomas na idosa, ela deu entrada ontem no Hospital Doutor Estava, em Sobral, cidade a 332 km de Fortaleza.

Rita de Cássia chegou a receber a primeira dose da vacina contra a covid-19, mas se infectou antes da segunda aplicação.

Segundo Francisco Viel Mondes, filho dela, apesar de a situação ser considerada preocupante, dona Rita está estável, instalada em um leito clínico.

"Ela está recebendo oxigênio. Mas, graças a Deus, não teve que ir para a UTI. Ela começou a sentir um cansaço. Ficou ofegante. Levamos para fazer o teste no dia 29", disse ele ao UOL.

Outros familiares da idosa estão isolados na residência da família.

"Todo mundo pegou. Mamãe foi a que mais ficou debilitada. Ontem, ela deu uma piorada séria. Socorremos e teve que ficar internada", continuou.

A reportagem ainda tenta contato com a unidade hospitalar para obter detalhes sobre a recuperação de dona Rita de Cássia.

Entenda o caso

Dona Rita de Cássia se perdeu em uma área de mata fechada, no último dia 16, em Alcântaras, a 261 km de Fortaleza.

Ela sobreviveu sozinha durante uma semana comendo capim e bebendo água da chuva.

A idosa foi encontrada no dia 22 por um rapaz que passava na região, deitada embaixo de uma moita. Debilitada e com vários arranhões, ela foi atendida em um hospital da região e, em seguida, liberada para voltar para a família.

Segundo relatos de familiares em uma nota publicada pelo Corpo de Bombeiros, a idosa sofre de depressão.

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