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15 dias

Polícia prende enfermeira suspeita de furtar testes de covid-19

Testes de covid-19 apreendidos estavam na bolsa da enfermeira - Polícia Civil/Divulgação
Testes de covid-19 apreendidos estavam na bolsa da enfermeira Imagem: Polícia Civil/Divulgação

Daniel César

Colaboração ao UOL, em Pereira Barreto (SP)

11/04/2021 15h29

A Polícia Civil de Cuiabá (MT) prendeu em flagrante na madrugada de hoje uma enfermeira acusada de ter furtado testes de covid-19 para revender de forma particular. A mulher de 44 anos irá responder pelo crime de peculato e negou as acusações.

O caso aconteceu no Hospital Santa Casa de Cuiabá e policiais civis foram cumprir o mandado depois de ter aberto inquérito por conta de denúncia anônima de que uma funcionária da unidade estaria furtando os itens para comercializá-los de forma particular.

Durante a abordagem, os policiais encontraram com a mulher uma série de kits utilizados para testes de covid-19, além de materiais que são de uso exclusivo em ambiente médico-hospitalar. Os itens estavam na bolsa da enfermeira, que foi revistada na presença de uma recepcionista e de outro funcionário do Hospital, com o consentimento da mulher.

A enfermeira foi levada à delegacia para prestar depoimento e negou todas as acusações, mas não soube explicar como os objetos teriam ido parar em sua bolsa, confirmando apenas que apenas os cateteres nasais eram dela e estavam na bolsa para uso em caso de urgência, mas negou que eles pertencessem ao hospital.

A Polícia Civil também convocou um funcionário da unidade para reconhecer os objetos. Ele confirmou que todos os materiais pertencem ao Hospital Santa Casa de Cuiabá e que os códigos que aparecem nos objetos são do controle interno da unidade.

A direção do Hospital confirmou à polícia que a funcionária detida era responsável pela triagem de pacientes e que ela não era responsável pela realização de testes de covid-19. No depoimento foi confirmado ainda que nenhum funcionário da unidade tem autorização para sair com equipamentos ou medicamentos que pertençam à rede.

Polícia descobre mensagens no celular da suspeita

Com autorização da suspeita, a Polícia Civil verificou o smartphone dela e encontrou troca de mensagens com a revenda dos testes de covid-19. "Vai ter que cobrar R$ 300 pois o material é muito caro e não consegue achar", diz trecho da conversa da enfermeira com um médico enquanto combinava levar testes.

Na conversa com o mesmo médico, a Polícia flagrou outro indício de prova. "É só avisar que consigo também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, para comprar é complicado".

A enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante por peculato, já que trabalha em um hospital da rede pública. O delegado responsável pelo caso entrou com solicitação para que a prisão em flagrante seja convertida em preventiva.

O aparelho de celular da enfermeira foi apreendido e será periciado. Ela passará por audiência de custódia entre hoje e amanhã para definir se seguirá presa ou responderá ao processo em liberdade. O hospital não comentou o assunto.

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