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PM encerra festa com aglomeração de 700 pessoas na Bahia

Pessoas que compareceram a festa foram gravadas correndo pelas ruas após abordagem da po?ícia - Reprodução/Redes Sociais
Pessoas que compareceram a festa foram gravadas correndo pelas ruas após abordagem da po?ícia Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Ed Rodrigues

Colaboração para o UOL

19/04/2021 19h57Atualizada em 19/04/2021 19h57

Um evento do tipo "paredão de som", que reuniu cerca de 700 pessoas, foi encerrado pela Polícia Militar neste fim de semana, na Bahia, após descumprir medidas de proteção contra o coronavírus estabelecidas no estado, com toque de recolher e eventos de no máximo 50 pessoas até o próximo dia 26.

Segundo a PM, foi preciso utilizar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver as pessoas, a maioria sem máscara, correndo após a abordagem da polícia. Algumas delas ainda gravaram registros tossindo por conta do gás jogado para encerrar o evento.

De acordo com a PM, policiais realizavam rondas no bairro de Campinas de Pirajá, em Salvador, quando verificaram um grande número de motocicletas e veículos transitando em direção à localidade conhecida como Osório.

As guarnições foram deslocadas para o local para averiguação. "Havia pelo menos 700 pessoas, vários veículos com som automotivo em alto volume, motocicletas e diversos pequenos comércios vendendo bebidas alcoólicas e alimentos", disse a PM, em nota.

"Ao perceberem a aproximação dos policiais militares, alguns indivíduos portando armas de fogo fugiram do local. Foi necessário o uso de agentes químicos dispersantes", continuou a corporação.

Setenta e oito pessoas foram abordadas e 12 automóveis e 23 motocicletas foram recolhidos ao departamento de trânsito de Salvador.

O cozinheiro Eliezer Mineiro, 69 anos, mora na região e contou ao UOL que não é a primeira vez que os jovens se reúnem no local.

"Dessa vez, tinha gente demais. Mas eles sempre ficam por ali no fim de semana. É aquela bebedeira. Deve ter consumo de drogas também", disse.

Segundo o idoso, muitos dos participantes chegam a intimidar os moradores.

"Já vi passando com arma aparecendo. Acho que é para gente ficar com medo de denunciar", opinou.

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