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15 dias

Babá deixa o Rio para se 'isolar' do caso Henry

O menino Henry Borel ao lado da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, o vereador Dr. Jairinho - Reprodução
O menino Henry Borel ao lado da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, o vereador Dr. Jairinho Imagem: Reprodução

Herculano Barreto Filho

Do UOL, no Rio

20/04/2021 12h14

Uma das principais testemunhas na investigação do assassinato do menino Henry, morto na madrugada de 8 de março, a babá Thayná de Oliveira Ferreira deixou o Rio hoje de manhã em busca de isolamento. Ela ficará afastada até domingo, segundo informou ao UOL a advogada Priscila Guilherme Sena.

A cuidadora da criança de 4 anos, que voltou atrás na sua versão anterior ao confirmar ao menos três agressões em depoimento registrado na semana passada na 16ª DP (Barra), diz estar triste, revela cuidados com a sua saúde mental e afirma querer apenas ser esquecida em meio à investigação do caso. A babá também revelou arrependimento e pediu desculpas ao delegado ao depor novamente.

"Ela foi viajar com os pais para sair um pouco do foco. Foi pro interior, ficar quietinha", revelou a advogada Priscila Sena, sem informar o município para onde foi a babá.

A Polícia Civil deve concluir em breve o inquérito. Presos por suspeita de atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas, o vereador Dr. Jairinho e a professora Monique Medeiros são investigados por envolvimento no assassinato.

'Só quero estar reclusa e ser esquecida'

Em mensagem enviada pela defensora, Thayná já revelava a intenção de buscar isolamento em decorrência da exposição do caso.

"Eu só quero estar reclusa cada vez mais e ser esquecida. Estou priorizando a minha saúde mental e minha paz interior. Estou muito triste com tudo isso. Eu só rezo todos os dias para que tudo seja resolvido o mais rápido possível", disse.

Priscila Sena diz ter mantido contato diariamente com a babá desde o depoimento. "Ela relata que está sofrendo ameaças nas redes sociais", diz. "A Thayná se emocionou bastante nos momentos em que lembrava do menino. Ficava dizendo que ele era muito carinhoso. Durante o depoimento, ela chorava muito e ficava pedindo desculpas ao delegado".

Questionada sobre a primeira versão sobre o caso, quando disse à polícia que a relação da família era harmônica e não relatou os episódios de violência, a advogada disse que a babá se sentiu pressionada por Monique. "Ela também ficou desconfortável com a abordagem do advogado [André França Barreto, que deixou o caso na semana passada]", disse.